
FBM -
FÁBRICA
BRASILEIRA DE MOTOS (MZ Brasil)
A Fábrica Brasileira
de Motos (FBM) nasceu no ano de
1973, em Cachoeirinha-RS, montando modelos simples baseados nos modelos da
Zanella argentina, porém apenas em 1979 ela passou a ganhar algum destaque no
cenário nacional, produzindo 02
modelos: Uma street, chamada FBM 125
, e uma off-road, a FBM Rallye 125. Eram motos rústicas, de acabamento simplório e motores 2 t. Utilizavam
motores Zanella de 2T sob licensa Minarelli italiana, com grandes aletas
para refrigeração a ar, o que tornava o aquecimento quase impossível, mesmo
em baixas velocidades. Em uma evolução de seus modelos, lançou em 1982 dois novos modelos, ainda com mecânica
Zanella: FBM MR 125 Rallye (14,4 CV) e 200 Rallye (21 CV) . Possuíam
um quadro muito resistente, com uma suspensão traseira bi-choque, de pequeno
curso, além de um escapamento pouco adequado para a prática off-road.

FBM 125 Rallye
FBM 125 Passeio
FBM 200 Rallye
Em 1983, evoluindo
seus produtos, descontinuou os
modelos MR e lançou a
FBM Kapra 125 TR. Contudo, para a prática do off-road, a mesma não possuía
suspensões adequadas. À época, a
fábrica afirmou já ter um protótipo, chamada Kapra II com suspensão traseira
monochoque e potência de 18 CV, o que viria a colocá-la em condições de
competir com a DT 180. Contudo, não passou de um protótipo, do qual nem fotos
existem. No final deste ano, lançou-se a FBM Kapra 200 TRS , basicamente
a mesma moto, apenas com um sistema elétrico de 12V e um motor com 21 CV que
ficou em linha por menos de um ano.
Especulou-se ainda neste ano, o lançamento
de uma street 200, baseada na Zanella JR 200, projeto que não saiu da fase de
estudos . Neste ano, os dirigentes da FBM procuraram a Kawazaki e a Benelli,
tentando estabelecer um acordo tecnológico, o que não
ocorreu.

FBM Kapra 125 TR FBM Kapra
200 TRS
MZ Brasil
Em 1984 a FBM firmou um acordo com a fábrica MZ (Motorradwerke
Zschopau ), da então Alemanha Oriental (DDR), com tecnologia das
extintas DKW. Os brasileiros, acostumados à tecnologia japonesa, de Honda e
Yamaha, viram-se diante de uma moto com tecnologia antiga, 2t, refrigerada
a ar, com pedal de partida do lado esquerdo, pouco potente (21CV),
contudo com uma fama mundial de resistência extrema e pouca manutenção. O
modelo alemão, ETZ 250, era
estranho, em termos de design, para o gosto dos brasileiros, mas o modelo
nacional, batizado de MZ 250 RS, era bem resolvido nesta questão.
Apesar dos esforços da FBM, a penetração mercadológica do modelo foi
pequena. Em 1986, a FBM passa a denominar-se MZ Simson do Brasil.
Neste mesmo ano, lança uma versão “De Luxe”, a MZ 250 RSJ, com
melhorias estéticas, e especula-se, mecânicas, estas nunca confirmadas pela fábrica.

---------------MZ 250 RS
1985 -------------- --------------- MZ 250 RSJ
1986--------------
Houve planos ainda de uma “setentinha” da Simson (do mesmo grupo IFA), e modelos street da MZ 500, além de
uma enduro de 250. Contudo, dificuldades financeiras tanto da ex-FBM, como da própria
MZ alemã, levaram ao fechamento definitivo, em 1987,
da MZ Simson do Brasil, após a produção de 11.840 unidades da MZ
brasileira.
Agradecemos a contribuição de Anderson Kuntz Grzesiuk na elaboração desta página.
Fontes: Dados
obtidos de arquivo pessoal e artigos das revistas Duas Rodas, Motoshow e Moto
(as 2 últimas já extintas).
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