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Preservar as Lambrettas, Mantendo e Difundindo sua Cultura
Galeria de Colecionadores de Lambretta:
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Ponei 50cc ano 1977 Prop. Joao Albino |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop. Bruno Vaz |
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![]() LD 150cc ano 1959 Prop. Roberto Lugatto |
![]() Li 175cc ano 1971 Prop. Roberto Lugatto |
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![]() Lambrecar Li 150cc ano 1962 Prop. Augusto Pires |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop. Osvaldo Falco |
![]() Li 150cc ano 1961 Prop. Batista Moema |
![]() D 150cc ano 1957 Prop.: Valdemar Kleber |
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![]() Xispa TS 150cc ano 1976 Prop.: Silvio Carlos Minimel |
Li 150cc ano 1964 Prop.: Eduardo Donati |
![]() D 150cc ano 1958 Prop.: Adélcio C.Tapparo |
![]() LD 150cc ano 1955 Prop.: Janilson Bonini |
![]() Li 150cc ano 1966 Prop.: Jadílson C. Castro |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop.: Jadílson C. Castro |
![]() Cyntia 150cc ano 1975 Prop.: Paulo Marcelo Bovo |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop.: Paulo Marcelo Bovo |
![]() Xispa TS 150cc ano 1975 Prop.: Luiz Sandrin |
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![]() LD 150cc ano 1960 Prop.: Sérgio Tomaz |
![]() Xispa TS 150cc ano 1976 Prop.: Paulo Marcelo Bovo |
![]() Tork BR 150cc ano 1980 Prop.: Paulo Marcelo Bovo |
![]() LD 150cc ano 1959 Prop.: Halan Ormenesi Filho |
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![]() Li 150cc ano 1964 Prop.: Paulo Marcelo Bovo |
![]() Li 150cc ano 1961 Prop.: Levi Deconto |
![]() Cynthia 150cc ano 1975 Prop.: |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop.: Ricardo R.de Albuquerque |
![]() LD 150cc ano 1957 Prop.: Walter Soldado |
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![]() Li 150cc ano 1964 Prop.: Alan A. Ferreira |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop.: Paulo Machado |
![]() LD 150cc ano 1957 Prop.: Raphael Heuer |
![]() Li 150cc ano 1969 Prop. Nelson |
![]() Li 150cc ano 1964 Prop. Jairo Gewehr Pereira |
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![]() Cynthia 175cc ano 1975 Prop. Angelo Felipe Silva |
![]() MS 150 150cc ano 1973 Prop. Paulo Marcelo Bovo |
![]() D 150cc ano 1957 Prop. Paulo Marcelo Bovo |
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![]() Li 150cc ano 1966 Prop. Osvaldo Falco/Joaquim Pereira |
![]() D 150cc ano 1957 Prop. Geraldo Boaventura |
![]() Li 150cc ano 1961 Prop. Rovilson Aparecido Cellenze |
![]() Li 175cc ano 1967 Prop. Armando José Domingos Marques |
![]() Li 150cc ano 1967 Prop. Gean Jaciel de Souza |
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![]() Li 150cc ano 1963 Prop. Alberto Gimenez |
![]() Li 150cc ano 1966 Prop. Moisés Maciel |
![]() D 150cc ano 1958 Prop. Carlos da Silva Pereira |
Cynthia150cc ano 1979 Prop. Nelson de Souza |
![]() Li 150cc ano 1967 Prop. Ricardo Ferron |
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![]() LD 150cc ano 1958 Prop. João Paulo Lopes |
![]() Li 150cc ano 1965 Prop. João Paulo Lopes |
![]() Li 150cc ano 1962 Prop.: Dino Sbragia |
![]() D 150cc ano 1958 Prop.: Miguel Sabino |
![]() LD 150cc ano 1957 Prop.: Alexandre Machado |
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![]() Li 175cc ano 1968 Prop. Pedro Vidal |
![]() Li 150cc ano 1965 Prop. Jorge Pohlmann Nasser |
![]() Li 150cc 1962 Prop.: Antenor Pinto de Almeida |
![]() Li 150cc 1966 Prop.: Rui Jorge Lasmar |
![]() Li 150cc 1964 Prop. Moacir T. dos Santos |
![]() Li 150cc ano 1963 Prop. Léo Heck |
![]() Li 150cc 1965 Prop. Solange |
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![]() Li 150cc 1970 Prop.: Célio Rezende da Silva |
![]() Li 150cc 1964 Prop. Léo Heck |
![]() Li 150cc 1966 Prop. Alexandre Luiz Diehl |
![]() Li 150cc 1965 Prop.: Valmir Claudino dos Santos |
![]() LD 150cc 1959 Prop.: Paulo Patriani |
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![]() Li 150cc 1962 Prop.: José Paulo Ambrósio |
![]() MS 175cc ano 1973 Prop.: José Paulo Ambrósio |
![]() LI com SideCar 175cc ano 1962 Prop.: José Paulo Ambrósio |
![]() D 150cc ano 1957 Prop.: Marcos Mathias |
![]() D 150cc ano 1957 Prop.: William Bescrovaine |
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![]() LD 150cc ano 1958 Prop. William Bescrovaine |
![]() Li 175cc 1963 Prop. Ricardo Vitoy |
![]() Li 150cc 1963 Prop. Ricardo Vitoy |
![]() Li 175cc 1963 Prop. : William Bescrovaine |
![]() Li 150cc 1961 Prop. Léo Heck |
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![]() Li 150cc 1966 Prop.: Divino Aires |
![]() Cynthia 150cc ano 1975 Prop.: Daniel de Oliveira |
MS 150cc ano 1974 Prop.: Marcelo Gambaro |
Li 150cc 1966 Prop.: Israel Martins |
![]() Li 150cc 1964 Prop.: Leo Heck |
![]() Ponei 50cc ano 1977 Prop. José M. Vazquez |
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![]() Li 150cc 1965 Prop.: Marcelo Gonçalves |
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HISTÓRIA
DA FÁBRICA LAMBRETTA
Após
a II Guerra Mundial Ferdinando Innocenti, enfrentou o árduo trabalho da
reconstrução de sua fábrica de tubos de aço sem costura situada em
Lambratte, Milão, que havia sido reduzida a uma pilha escombros e fumaça .
Percebeu neste momento que as necessidades primárias de seu país eram duas: a
primeira era a de começar a produção de equipamento industrial e maquinaria
pesada; e a segunda prover de um método barato e seguro o transporte da
população. Ferdinando se uniu ao engenheiro Pierluigi Torre que
idealizou um veículo de baixo custo de produção , barato de se
manter, e com proteção melhor que uma motocicleta para as mudanças de tempo
(chuva, frio, neve, etc.): a Lambretta.
A produção da Lambretta começou em 1947, depois de um ano gasto com desenvolvimento e teste do novo protótipo. A primeira Lambretta foi nomeada naturalmente de Modelo UM, que tinha como característica um motor de dois tempos com um único cilindro, e enfadonho, mas eficiente pistão de 52 a 58 mm de diâmetro. Isto dava ao novo modelo, 123 cc de potência e 4.2 bhp desenvolvidos a 4400 rpm. Operando com taxa de compressão na relação de 6:1 , o Modelo UM desenvolvia até 33 quilômetros com 1 litro de gasolina, um ponto forte de venda, em uma Itália escassa em combustível. O chassi no qual esta pequena máquina estava montada, era um tipo de painel tubular, com um plataforma, no qual o piloto colocava os pés.
A Lambretta no Brasil
A Lambretta foi a primeira fábrica de veículos do Brasil, saindo na frente
até mesmo da indústria automobilística. A implantação da fábrica Lambretta
do Brasil S.A.- Indústrias Mecânicas em 1955 , como uma licenciada
da Inocentti, no bairro da Lapa em São Paulo, coincidiu com a moda mundial da
motoneta ( scooter ), na década de 50. A produção entre 1958 e 1960,
o apogeu da marca, superou a quantidade de 50.000 unidades /ano.
O modelo italiano se assemelhava bastante ao produzido no Brasil
LD 1955 italiana
Um dos pontos fortes da Lambretta era a boa estabilidade, devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor próximo da roda traseira.O motor 2 tempos tinha boa refrigeração mesmo em marcha lenta, proporcionada por uma ventoinha.
Os primeiros modelos lançados foram a LD (luxo)
e a D (standard), ambas com 3 marchas.


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Lambrettas LD_______________________________________


__________________Lambretta D_________________
Estas propagandas na revista O Cruzeiro,
datadas de 1958 e 1959 mostram bem as combinações de cores disponíveis na
época para a LD.
A partir de 1960 foi lançado o modelo Li (corresponde ao modelo
"série 2 " que foi lançado pela Innocenti na Itália em outubro de
1959) que substituía o eixo cardan por corrente, câmbio de 4 marchas, pneus
aro 10" ao invés de 8" além de outras modificações,
inclusive na versão Lambrecar.










Lambrecar
As propagandas da época enfatizavam a roda maior aro 10"
da Li como um fator de segurança e ter a carroceria mais estreita que
proporcionaria mais conforto.
As cores da Li eram um arco íris de alegria:

Nota: as 5 ilustrações com a cor azul no lado direito, tem apenas o
objetivo de mostrar os cinco esquemas de aplicação de cores utilizados pela
fábrica. Como pode ser visto a cor complementar ao branco da carroceria era
aplicada em cinco combinações diferentes:
a- Somente nas tampas laterais,
b- Tampas laterais e parte superior da carenagem do farol
c- Tampas laterais, parte superior da carenagem do farol e carenagem da coluna
de direção ( no escudo frontal )
d- Tampas laterais, parte inferior da carenagem do farol e carenagem da coluna
de direção
e- Tampas laterais e carenagem da coluna de direção.
Essas combinações ocorriam para as seis cores
disponíveis ( vermelho, verde, marrom, azul claro, azul escuro e azul piscina),
existindo portanto cinco esquemas de pintura para cada uma delas, totalizando
trinta variações ( realmente um verdadeiro arco iris de possibilidades para
agradar o consumidor ).
Em 1964 a fábrica lançava uma versão com um motor mais
potente, O modelo X de 175cc. Muda sua denominação para Cia. Industrial Pasco
Lambretta , fazendo apenas uma mudança da razão social: Pasco é a abreviatura
de Pascowitch, nome do proprietário da empresa desde sua implantação inicial.
Em
1970 Felipe Pugliese, então o maior acionista, comprou a fábrica juntamente
com o empresário Oliveiro Brumana. mudando a razão social da fábrica para
Brumana & Pugliesi S.A. - Indústria e Comércio de Motores e Veículos.
Começou então uma tentativa de recuperação da fábrica: foram
construídas novas instalações, na via Anhangüera, com 19 mil metros
quadrados de área e 12 mil construídos. Foi adquirido maquinário
completo para produzir uma 125cc nacional.
Em 1971, numa tentativa de melhorar o mercado, a Lambretta
lançou uma moto híbrida com motoneta, a Xispa, com projeto e componentes
totalmente nacionais em versão de 150cc e 175cc que ficou em linha até 1979.
Mas a indústria automobilística já tinha se implantado e o mercado das
motocicletas se aquecia com a entrada das japonesas. A Lambretta quase
fechou neste momento.

________________Xispa
150cc ________________
Em
1976 a Brumana Pugliese lança o ciclomotor Ponei. Neste modelo foram utilizados componentes da
Xispa e dois tipos de motores: o primeiro com embreagem centrífuga e motor da
Motori Minarelli, que depois foi nacionalizado na Argentina pela Zanella e
utilizado no Brasil até hoje em inúmeras motos, mini bug etc. O segundo tipo
foi um motor Minarelli com câmbio e cilindro na vertical, ficando em linha até 1980.

O modelo Li evoluiu para a bela Cynthia lançada em 150 e 175cc,
ao mesmo tempo que era lançada a MS150 que era mais estreita que a primeira e
tinha as tampas laterais cortadas, pelo que recebeu o apelido de "mini
saia".

____Cynthia____
Mas
faltou capital e a Honda e a Yamaha lançaram primeiro suas 125 cc, e o
maquinário ficou guardado em um canto da indústria, sem qualquer utilização.
A Lambretta parou de produzir a motoneta ( scooter ) e passou por uma grande
crise. Finalmente em 1979, como último suspiro, lançou a Lambretta Br Tork nas
versões 125P, 125T e de 150cc, voltado para o segmento de veículos populares
com preços
acessíveis.

Tork BR 1980
A Brumana Pugliese ou sua sucessora Lambretta - Veículos Brasileiros Ltda., faliu em 1982. Sua congênere na Argentina a Siambretta fechou as portas no final da década de 60. Hoje a Lambretta ainda é produzida na Índia pela "S.I.L" ( Scooters India Ltd) porém somente o triciclo conhecido como "Tuk Tuk".
Agradecimentos: Motos Antigas agradece a
decisiva colaboração de Valmir Claudino dos Santos, do T. Castrox e do
Francisco Rossi na elaboração desta página.
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