Preservar as Motocicletas Suzuki,  Mantendo e Difundindo sua Cultura

As motocicletas Suzuki da Galeria de Colecionadores:


RV90
 90cc ano 1973
Prop. Flavio Abbud


A50
 50cc ano 1974
Prop. Ricardo Procópio Valle


GT380
380cc ano 1975
Prop. Claudio Vanni

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RV90
90cc ano 1974
Prop.
Bernardo Britto Pereira


GT380
 380cc ano 1976
Prop. Diogo Brehsan

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A50
 50cc ano 1972
Prop.
Bernardo Britto Pereira


A100
 100cc ano 1976
Prop. Ricardo Procópio Valle


GT750
 750cc ano 1974
Prop. Antonio Rangel


 GT250
 250cc ano 1975
Prop. Ricardo Procópio Valle


TS125
 125cc ano 1975
Prop. Fábio Chiossi Timoni


GT380
 380cc ano 1974
Prop. Márcio Chimelli


GS550E
550cc ano 1978
Prop. Daniel Medeiros


RV90
 90cc ano 1973
Prop. Guaraci de O. e Silva


RV90
 90cc ano 1974
Prop
. Fábio Viadutto


RV90
 90cc ano 1972
Prop. Nanci Quinta
s


RV90
 90cc ano 1975
Pr
op. Bruno


GT750
 750cc ano 1976
Prop. Marlos Sphair


A50
 50cc ano 1973
Prop. Guaraci Silva


GT380
380cc ano 1975
Pro
p. Guaraci Silva


ER 125
 125cc ano 1978
Prop. Daniel José Galiano


T500J
500cc ano 1972
Prop. Marilia A. Tacão

GT550
550cc ano 1974
Pro
p. Anderson Gonçalves


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História da Suzuki no Brasil

Inicialmente especializada em equipamentos têxteis, a empresa japonesa a cidade de Hamamatsu, utiliza o do nome de seu fundador: Michio Suzuki.  No início da década de 50 teve que enfrentar uma dramática opção: ou diversificava suas atividades ou corria a risco de falência, pois sua área de produção - a qual já se dedicava há quase meio século — estava entre as mais duramente atingidas pela recessão econômica que se seguiu à II Guerra Mundial.

Fabricar ciclomotores também era um risco, sobretudo para quem não tinha qualquer experiência nesse campo. Mas a empresa decidiu apostar no caminho apontado por seus estadistas, que garantiam haver no Japão um amplo mercado potencial para veículos de transporte individual econômico. Apostou e ganhou: em 1952, a Suzuki lançava sua primeira bicicleta motorizada denominada "Power Free". Este veículo, era uma bicicleta com um motor de dois-tempos de 36cc acoplado. Tornou-se muito popular e foi muito bem sucedido. Em 1953  a capacidade do motor foi aumentada para 58cc no modelo "Diamond Free" que alcançou extraordinário êxito de vendas.  
                                              
                                                             Power Free 1952                                     Diamond Free 1953

 Ciclomotores e motos de pequena cilindrada começaram então a serem fabricados em escala crescente pela empresa, gerando tanto lucro que, já em 1954, ela passaria a se chamar Suzuki Motor Company e fabricava 6.000 motocicletas por mês.

Em 1955 a Suzuki produziu sua primeira verdadeira motocicleta, uma máquina de dois-tempos de 100cc com garfo telescópico. A suspensão traseira tipo “pino oscilante”era opcional. Também foi  produzido em 1955 o automóvel Suzulight, que teve amplo sucesso de vendas.

Em1956 foi construída uma motocicleta muito melhorada com 125cc e em 1957 foi lançada a primeira 250cc, monocilíndrica.

A Suzuki abandonaria definitivamente o setor de equipamentos têxteis e em 1958 se lançou na produção em massa de motocicletas de diversos modelos e cilindradas.

Em 1959 lançou uma 125cc bicilíndrica e um novo ciclomotor

Nas pistas o primeiro grande sucesso viria em 1962: naquele ano uma Suzuki de 50 cm³ (dois tempos, 10 CV a 11.000 rpm com. velocidade máxima de cerca de 150 km/h), pilotada por Ernst Degner, ex-piloto da MZ, ganhando o Campeonato Mundial da categoria.

Nos seis anos seguintes, nenhuma outra marca ameaçou a Suzuki na classe dos 50 cm3 com exceção da Honda, que conquistou (título em 1965. Em Compensação, nesse mesmo 1965, a primazia da Honda nos 125 cm era abalada pela Su­zuki, que venceu o Campeonato Mundial da classe).

As exportações para os EUA de motocicletas de 50 até 250cc começaram em 1962

Em 1965 foi introduzido o modelo X-6 Hustler  com motor bicilindrico paralelo de 250cc, caixa de velocidades de 6 marchas e sistema automático de lubrificação. Foi o primeiro modelo projetado especificamente para o mercado Ocidental e seu desempenho fez dele um sucesso. Em seguida foi lançada uma linha completa de modelos T de 125 a 500cc tal como a T20 de 250cc.
                                                         
                                                                                          X6                                    T20

Em fins de 1967, a Suzuki afasta-se das competições, voltando sua atenção para o mercado norte-americano e para a fabricação de modelos de 500cm³. Mesmo assim, suas motos continuaram  a figurar extra-oficialmente nas pistas, sempre conquistando excelentes classificações.

A surpreendente T500 Cobra foi lançada em 1967 com 492cc e 46hp a 7000 rpm, a despeito de uma taxa de compressão de 6.6:1, auxiliada por um par de carburadores Mikuni de 34mm.  A propaganda dizia “a máquina que não podia ser feita”, se referindo ao fato que outros fabricantes somente conseguiram produzir motores 2 tempos de grande cilindrada com o auxilio de um radiador de água (por exemplo a Scott e a DKV) A Suzuki conseguiu fazer a T500 mas não foi só isso, ela era mais confiável que muitas quatro tempos da época, tinha injeção de óleo direta na caixa do virabrequim além de duráveis rolamentos. Além disso ela fazia muitos proprietários de motocicletas de outras marcas de 500cc e 650cc ficarem envergonhados pelas velocidades que ela atingia.
                                        

A TR500 de competição, derivada da Cobra, foi lançada em 1969 com 64,5hp a 8000rpm, peso de 135kg e atingindo velocidade máxima de 233km/h,  foi a moto que catapultou a Suzuki como um nome líder nas competições. Era a moto de corrida com especificações mais aproximadas do original de rua jamais construída.

Ao final da década de 60, a contínua expansão da Suzuki levava-a ao primeiro lugar mundial entre os fabricantes de motos de dois tempos e a incentivava a entrar em outros setores — carros pequenos, motores náuticos e bicicletas, principalmente. Foi também a fase em que a empresa investiu maciçamente nos estudos sobre motos de maiores cilindradas, com resultados que compensaram amplamente o esforço: em 1970, 71 e 72. por exemplo, motocicletas Suzuki levantaram o Campeonato Mundial de Motocross na classe das 250 cm³.

Em 1970, o primeiro prêmio do Campeonato  Mundial, categoria 125 cm³  coube pela segunda vez it Suzuki; enquanto isso, na classe das 500 cm³ os êxitos eram simplesmente devastadores. Em 1971 e 1972, Roger de Coster tornou-se campeão mundial com a RN32, uma Suzuki de 376 cm³, com potência de 38 CV c extremamente leve (pesava apenas 89,7 quilos, graças exclusive ao uso de titânio e  ligas leves).  Em 1975 e 1976 -  época em que dois em cada três campeões mundiais de cross pilotavam máquinas Suzuki - Coster repetiu a proeza.

As importações para o Brasil se iniciaram no final da década de 60 com a importação dos modelos bicilíndricos "T" , e seguiram com as monocilíndricas de pequena cilindrada da linha "A" e  e a partir de 1971 a linha GT completa.
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_________________A50_______________                                 A100                       T500

 
         GT250                __________________ GT380_________________                        GT550    

   
____________GT750_____________

 Em 1972 era lançada a RV90 destinada ao lazer na praia, que teve sucesso instantâneo de vendas em todo o mundo.
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Em 1974, a fábrica lançava a RG500, uma moto de quatro cilindros, concebida exclusivamente para competições.  O ótimo desempenho da máquina tornou-a extremamente famosa, a ponto da  Suzuki decidir fabricá-la em série dois anos de­pois, com diversos aperfeiçoamentos (entre os quais um quadro levíssimo que melhorava o comportamento da moto). E foi com uma RG500 que Barry Sheene conquistou seu primeiro título mundial, êxito que significou, também para a Suzuki, sua primeira vitória internacional na categoria de 500 cm³. Em 1977 Sheene e a Suzuki repetiriam a dose.

Ainda em 1974 foi lançada a linha TS Trail como resposta ao sucesso de vendas obtido pela linha DT da Yamaha.


Em 1975 foi introduzida no mercado a revolucionária RE5 acionada por motor rotativo tipo Wankel que tinha vários benefícios sobre motores normais tais como a não utilização de comando e válvulas de admissão/descarga e um número reduzido de partes móveis.
Na época pós crise do petróleo, o lançamento de uma motocicleta com um motor rotativo grande e pesado (573 lbs) que consumia um galão de gasolina a cada 30 a 35 milhas rodados, mesmo que revolucionário e de alta performance,  não teve boa aceitação no mercado. Adicionalmente exigia a utilização de um escudo especial contra o calor dos canos de escapamento para evitar queimar as pernas dos cavaleiros. O motor da RE5 tendia a ratear, estourar e oscilar como resultado do sistema duplo de ignição instalado. Atualmente o modelo RE5 rotativo é respeitado como um avanço importante na mecânica das motocicletas  e tornou-se um objeto cobiçado de coleção.

A Suzuki iniciou finalmente em 1976, a produção de máquinas de quatro tempos, lançando a GS750 (quatro cilindros, 68 CV a 8500 rpm, 198 km/h) para competir com as CB750 da Honda e, pouco depois, a GS1000.  Em 1977 lançou a GS550.
                                             
                                                                  GS750                                            GS550

 

Ate o final da década de 70, as Suzuki estiveram em primeiro plano nas pistas de competição — em motocross e, particularmente, nas provas de velocidade. Pilotadas por ases como Barry Sheene. Lucchinelli e Lansivuori, as fantásticas RG500 deram vários títulos mundiais a fábrica, reafirmando na prática o velho lema Suzuki: “Só fazemos produtos de qualidade”.

Colaboradores : Allan Jurk

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