
Preservar
as Motocicletas Suzuki, Mantendo e Difundindo sua Cultura
As motocicletas Suzuki da Galeria de Colecionadores:
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GT550 550cc ano 1976 Prop.Daniel de Melo |
![]() T500J 500cc ano 1972 Prop. Marilia A. Tacão |
![]() GT550 550cc ano 1974 Prop.Valentin Heil Filho |
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História da Suzuki no Brasil
Inicialmente
especializada em equipamentos têxteis, a empresa japonesa a cidade de
Hamamatsu, utiliza o do nome de seu fundador: Michio Suzuki. No início da
década de 50 teve que enfrentar uma dramática opção: ou diversificava suas
atividades ou corria a risco de falência, pois sua área de produção - a qual
já se dedicava há quase meio século — estava entre as mais duramente
atingidas pela recessão econômica que se seguiu à II Guerra Mundial.
Fabricar ciclomotores também era um risco, sobretudo para quem não tinha
qualquer experiência nesse campo. Mas a empresa decidiu apostar no caminho
apontado por seus estadistas, que garantiam haver no Japão um amplo mercado
potencial para veículos de transporte individual econômico. Apostou e ganhou:
em 1952, a Suzuki lançava sua primeira bicicleta motorizada denominada
"Power Free". Este veículo, era uma bicicleta com um motor de
dois-tempos de 36cc acoplado. Tornou-se muito popular e foi muito bem sucedido.
Em 1953 a capacidade do motor foi aumentada para 58cc no modelo
"Diamond Free" que alcançou extraordinário êxito de vendas.

Power Free
1952
Diamond Free 1953
Ciclomotores e motos de pequena cilindrada começaram então a serem
fabricados em escala crescente pela empresa, gerando tanto lucro que, já em
1954, ela passaria a se chamar Suzuki Motor Company e fabricava 6.000
motocicletas por mês.
Em 1955 a Suzuki produziu sua primeira verdadeira motocicleta, uma máquina
de dois-tempos de 100cc com garfo telescópico. A suspensão traseira tipo “pino
oscilante”era opcional. Também foi produzido em 1955 o automóvel
Suzulight, que teve amplo sucesso de vendas.
Em1956 foi construída uma motocicleta muito melhorada com 125cc e em 1957
foi lançada a primeira 250cc, monocilíndrica.
A Suzuki abandonaria definitivamente o setor de equipamentos têxteis e em
1958 se lançou na produção em massa de motocicletas de diversos modelos e
cilindradas.
Em 1959 lançou uma 125cc bicilíndrica e um novo ciclomotor
Nas pistas o primeiro grande sucesso viria em 1962: naquele ano uma Suzuki de
50 cm³ (dois tempos, 10 CV a 11.000 rpm com. velocidade máxima de cerca de 150
km/h), pilotada por Ernst Degner, ex-piloto da MZ, ganhando o Campeonato Mundial
da categoria.
Nos seis anos seguintes, nenhuma outra marca ameaçou a Suzuki na classe dos
50 cm3 com exceção da Honda, que conquistou (título em 1965. Em
Compensação, nesse mesmo 1965, a primazia da Honda nos 125 cm era abalada pela
Suzuki, que venceu o Campeonato Mundial da classe).
As exportações para os EUA de motocicletas de 50 até 250cc começaram em
1962
Em 1965 foi introduzido o modelo X-6 Hustler com motor bicilindrico
paralelo de 250cc, caixa de velocidades de 6 marchas e sistema automático de
lubrificação. Foi o primeiro modelo projetado especificamente para o mercado
Ocidental e seu desempenho fez dele um sucesso. Em seguida foi lançada uma
linha completa de modelos T de 125 a 500cc tal como a T20 de 250cc.

X6
T20
Em fins de 1967, a Suzuki afasta-se das competições, voltando sua atenção
para o mercado norte-americano e para a fabricação de modelos de 500cm³. Mesmo
assim, suas motos continuaram a figurar extra-oficialmente nas pistas,
sempre conquistando excelentes classificações.
A surpreendente T500 Cobra foi lançada em 1967 com 492cc e 46hp a 7000
rpm,
a despeito de uma taxa de compressão de 6.6:1, auxiliada por um par de
carburadores Mikuni de 34mm. A propaganda dizia “a máquina que não
podia ser feita”, se referindo ao fato que outros fabricantes somente
conseguiram produzir motores 2 tempos de grande cilindrada com o auxilio de um
radiador de água (por exemplo a Scott e a DKV) A Suzuki conseguiu fazer a T500
mas não foi só isso, ela era mais confiável que muitas quatro tempos da
época, tinha injeção de óleo direta na caixa do virabrequim além de
duráveis rolamentos. Além disso ela fazia muitos proprietários de
motocicletas de outras marcas de 500cc e 650cc ficarem envergonhados pelas
velocidades que ela atingia.

A
TR500 de competição, derivada da Cobra, foi lançada em 1969 com 64,5hp a
8000rpm, peso de 135kg e atingindo velocidade máxima de 233km/h, foi a
moto que catapultou a Suzuki como um nome líder nas competições
Ao final da década de 60, a contínua expansão da Suzuki levava-a ao
primeiro lugar mundial entre os fabricantes de motos de dois tempos e a
incentivava a entrar em outros setores — carros pequenos, motores náuticos e
bicicletas, principalmente. Foi também a fase em que a empresa investiu
maciçamente nos estudos sobre motos de maiores cilindradas, com resultados que
compensaram amplamente o esforço: em 1970, 71 e 72. por exemplo, motocicletas
Suzuki levantaram o Campeonato Mundial de Motocross na classe das 250 cm³.
Em 1970, o primeiro prêmio do Campeonato Mundial, categoria 125
cm³ coube pela segunda vez it Suzuki; enquanto isso, na classe das 500 cm³
os êxitos eram simplesmente devastadores. Em 1971 e 1972, Roger de Coster
tornou-se campeão mundial com a RN32, uma Suzuki de 376 cm³, com potência de
38 CV c extremamente leve (pesava apenas 89,7 quilos, graças exclusive ao uso
de titânio e ligas leves). Em 1975 e 1976 - época em que
dois em cada três campeões mundiais de cross pilotavam máquinas Suzuki -
Coster repetiu a proeza.
As importações para o Brasil se iniciaram no final da
década de 60 com a importação dos modelos bicilíndricos "T" , e
seguiram com as monocilíndricas de pequena cilindrada da linha "A"
e e a partir de 1971 a linha GT completa.


_________________A50________________
A100



GT250
______________________GT380___________________________

_____________________ GT550____________________
____________GT750_____________
Em 1972 era lançada a
RV90 destinada ao lazer na praia, que teve sucesso instantâneo de vendas em
todo o mundo.

Em 1974, a fábrica lançava a RG500, uma moto de quatro cilindros, concebida exclusivamente para competições. O ótimo desempenho da máquina tornou-a extremamente famosa, a ponto da Suzuki decidir fabricá-la em série dois anos depois, com diversos aperfeiçoamentos (entre os quais um quadro levíssimo que melhorava o comportamento da moto). E foi com uma RG500 que Barry Sheene conquistou seu primeiro título mundial, êxito que significou, também para a Suzuki, sua primeira vitória internacional na categoria de 500 cm³. Em 1977 Sheene e a Suzuki repetiriam a dose.
Ainda
em 1974 foi lançada a linha TS Trail
Em
1975 foi introduzida no mercado a revolucionária RE5 acionada por motor
rotativo tipo Wankel que tinha vários benefícios sobre motores normais tais
como a não utilização de comando e válvulas de admissão/descarga e um
número reduzido de partes móveis.
Na época pós crise do petróleo, o lançamento de uma motocicleta com um motor
rotativo grande e pesado (573 lbs) que consumia um galão de gasolina a cada 30
a 35 milhas rodados, mesmo que revolucionário e de alta performance, não
teve boa aceitação no mercado. Adicionalmente exigia a utilização de um
escudo especial contra o calor dos canos de escapamento para evitar queimar as
pernas dos cavaleiros. O motor da RE5 tendia a ratear, estourar e oscilar como
resultado do sistema duplo de ignição instalado. Atualmente o modelo RE5
rotativo é respeitado como um avanço importante na mecânica das motocicletas e
tornou-se um objeto cobiçado de coleção.
A Suzuki iniciou finalmente em 1976, a produção de máquinas de quatro
tempos, lançando a GS750 (quatro cilindros, 68 CV a 8500 rpm, 198 km/h) para
competir com as CB750 da Honda e, pouco depois, a GS1000.

GS750
GS550
Ate o final da década de 70, as Suzuki estiveram em primeiro plano nas
pistas de competição — em motocross e, particularmente, nas provas de
velocidade. Pilotadas por ases como Barry Sheene. Lucchinelli e Lansivuori, as
fantásticas RG500 deram vários títulos mundiais a fábrica, reafirmando na
prática o velho lema Suzuki: “Só fazemos produtos de qualidade”.
Colaboradores : Allan Jurk
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