
Preservar as Vespas, Mantendo e Difundindo sua Cultura
Galeria dos Colecionadores de Vespas:
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![]() 150 Super 150cc ano 1975 Prop. Marco Mattoli |
![]() M4 150cc ano 1963 Prop. Artur Vidal |
![]() M4 150cc ano 1963 Prop. João Paulo Lopes |
![]() Vespa M4 150 cc ano 1963 Prop. Hélcio da Cruz Galo |
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![]() 150 Super 150cc ano 1978 Prop. Alexandre Machado |
![]() M4 150cc ano 1962 Prop. Amilton Cordeiro |
![]() M4 150cc ano 1962 Prop. Kuti |
M4 150cc ano 1962 Prop. Andreas Dohle |
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![]() M4 150cc ano 1962 Prop. José F. Machado |
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HISTÓRIA
DA FÁBRICA VESPA
Quando
a Segunda Guerra Mundial acabou, Enrico Piaggio presidia a empresa de
fornecimento de pecas para o setor aeronáutico fundada por seu pai. Era tempo
de Europa destruída física e financeiramente. A fábrica da Piaggio
encontrava-se em ruínas, mas isso não intimidou Enrico, que resolveu partir em
busca de um novo tipo de veículo, capaz de suprir a necessidade de locomoção
básica da população. Deveria ser barato, funcional, econômico, robusto e,
claro, charmoso e elegante. Além disso, deveria também ser fácil de pilotar
por mulheres, não sujar as roupas do condutor e ainda levar um passageiro. Foi
batizado com o nome de um inseto, em alusão ao ronco de seu motor dois-tempos
com ventoinha de arrefecimento: Vespa
Na
fábrica semi-destruída encontravam-se centenas de rodas de trem de pouso de
bombardeiros (da bequilha, na extremidade traseira) e grande número de pequenos
motores multiuso para lançamento destes aviões.
Baseando-se no scooter (literalmente patinetes infantis) norte-americano
Cushmann modelo 53 que foi jogado de pára-quedas na Europa durante a ocupação
aliada, Enrico encomendou aos engenheiros Spolti e Casini um primeiro projeto
denominado MP5, mais tarde rebatizado de Paperino (Pato Donald em italiano),
lançado em 1945. O Paperino teve produzidas menos de 100 unidades e utilizava
um motor de 2 tempos Sachs alemão de 98 cc colocado entre as pernas do piloto,
com transmissão por corrente e 2 marchas.

Porém o Paperino não satisfez às expectativas de Enrico Piaggio e este encomendou a Corradino D'Ascanio (1891-1981), brilhante engenheiro aeronáutico que estava na Piaggio desde 1934, um novo projeto batizado de MP6. Foram investigados os maiores inconvenientes que uma motocicleta causava ao seus proprietários: pneus furados e correntes frágeis.
Um
estepe resolveria em definitivo o problema de ficar no caminho por causa de um
furo em pneu. O garfo dianteiro prendendo a roda em apenas um lado facilitaria a
troca do pneu, o mesmo acontecendo com a roda traseira, presa diretamente ao
conjunto câmbio-motor, um dois-tempos que seria uma peça única, compacta e
dispensaria corrente de transmissão. Esta disposição do motor, porém, fazia
com que cerca de 70% do peso da motoneta estivesse concentrado do lado direito,
gerando instabilidade. Para corrigir a tendência de puxar para a direita
(principalmente ao tirar as mãos do guidão), a roda dianteira ficava 8 mm à
esquerda do eixo de direção, de modo a gerar torque oposto ao ocasionado pelo
centro de gravidade deslocado. Mesmo assim a Vespa padecia de um desequilíbrio
inerente. Atingindo um obstáculo na pista, como uma ondulação no asfalto, a
tendência era decolar "torta", de difícil controle.
O
motor montado junto à roda traseira dispensava
a
corrente de transmissão
Ainda
num toque de engenhosidade, os aros das rodas (de apenas 8 pol de diâmetro)
eram constituídos de dois discos aparafusados entre si, o que facilitaria a
desmontagem do pneu para conserto.
Finalmente em abril de 1946 é apresentado ao público o modelo V98 com
motor Piaggio de 2 tempos, monocilíndrico horizontal com 50mm de diâmetro e
50mm de curso que proporcionava 3,2HP a 4.500 rpm com caixa de 3 marchas.
Foram produzidas neste mesmo ao 2.484 unidades da V98, um sucesso de vendas.
Este modelo ficou em produção por 2 anos alcançando a cifra de 10.535
unidades fabricadas. Curiosamente, embora tenha sido tentado pintar as primeiras
unidades de cores diversas, em pouco tempo de adoto o cinza metalizado como cor
única. Uma característica deste primeiro modelo é que ele não tinha cavalete
central.

Em
1948
saiu a
primeira Vespa de 125 cc com 4,7 hp. Não foi somente a capacidade de força do
motor que ficou diferente, mas também a introdução das suspensões traseira e
dianteira modificadas em seu
projeto, o assoalho em lugar das duas placas de apoio para os pés. Também eram
adotados suspensão na roda traseira, mudança definitiva da suspensão
dianteira para o lado direito e pequenas alterações na "carroceria"
tais como a introdução de um bagageiro que poderia acomodar um banco para o
garupa. A velocidade máxima chegava a 70 km/h.

1948 125cc
Em
1954 já temos registro no Brasil de modelos 125cc importados da Itália, em bom
estado de funcionamento até os dias de hoje.
O calendário de 1951 e a propaganda de 1958
representam bem o espírito de liberdade e prazer na promoção de vendas da
Vespa.

A Vespa é reconhecida como um dos marcos do design de
veículos de 2 rodas e assim tem um exemplar no Museu de Arte
Moderna de New York, como exemplo da criatividade industrial italiana do século
XX. Até os dias de hoje a Piaggio produziu mais de 15 milhões de Vespas.
A
Vespa No Brasil
A Vespa foi montada no Brasil a partir de 1958
pela Panauto, com escritório na Av.Presidente Vargas, 463 - 21o andar e
fábrica na Av. Antares, 2346 em Santa Cruz, ambos endereços no Rio de Janeiro.
Era uma licenciada da Piaggio Italiana e a inauguração da fábrica coincidiu
com a moda mundial da motoneta ( scooter ), na década de 50.
O primeiro modelo lançado pela Panauto foi o
M3 de 3 marchas, equivalente ao VB1 T na Itália ou VBA em outros países, na cor cinza
opalescente e azul metálico (esmalte metalizado azul 15088 e 15089).


Em 1960 saiu o modelo M4 com 4 marchas equivalente ao Touren T4 na Itália. Visualmente igual a M3, tinha a lanterna traseira mudada para o modelo "nariz do papa".
O
Vespacar, lançado em 1960, que foi muito utilizado para pequenas entregas e
comércio de cachorro quente. Na Av. Atlântica no Rio de Janeiro eram proibidos
os quiosques e uma forma de colocar a venda os produtos era todos os dias
estacionar os Vespacar vendendo cachorro quente e refrigerantes.
Esta propaganda na revista Quatro Rodas de junho de 1963 mostra o
modelo furgão.
A Panauto fechou em1964.
A Vespa foi montada no Brasil pela segunda vez entre 1974 a 1983 em 4 modelos:
50cc, 125cc Primavera, 150 Super e Rally 200, pela Barra Forte Ind. e
Comércio Ltda. situada em Manaus.
_________________ 150 Super __________________
Pela terceira vez a Vespa voltou a ser montada no Brasil pela Motovespa, uma associação entre a italiana Piaggio (45%) e as brasileiras Caloi (45%) e B. Forte (10%). De 1985 a 1986 eram somente montadas no Brasil, de 1986 a 1990 eram realmente fabricadas em Manaus com índice de até 90% de nacionalização. Foram produzindo o modelo PX de 200 cc nas versões Standard E sem borracha de proteção nas laterais nem no paralama dianteiro e sem flash de luz alta; a GT com flash de luz alta, bateria e partida elétrica opcional. A top de linha era a ES EleStart com todos os opcionais. Logo no seu primeiro ano, embalada pelo Plano Cruzado, a Vespa conseguiu suplantar a Honda CG 125 do posto de veículo de duas rodas mais vendido do mercado. A empresa conseguiu produzir a média de 2,5 mil unidades por mês, 50% acima da meta inicial.

A Motovespa chegou a ter 300 funcionários na fábrica de Manaus e rede de 140
revendas espalhadas pelo País. A partir de 1987, porém, as vendas começaram a
cair e a empresa passou a ter problemas de administração. Nessa época, a
Caloi abandonou a sociedade e o controle acionário passou por várias
alterações. A produção nunca mais se normalizou e, em 1990, as atividades se
encerraram definitivamente no País.
A Vespa só voltou ao Brasil no ano 1994 até 2000 , com o modelo 150 Originale,
importado da India pela Brandy,
empresa de Ribeirão Preto que representa a Piaggio no País
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