Preservar as Vespas,  Mantendo e Difundindo sua Cultura

                                                                    Galeria dos Colecionadores de Vespas:


M3
150cc ano 1958
Prop. Tácito Apolonio

vespa joao_small.jpg (1655 bytes)
M3
150cc ano 1959
Prop. João Hau Filho


M3
 150cc ano 1960
Prop. J.Eduardo S.Martins


M4
 150cc ano 1960
Prop.
 William Bescrovaine


M4  
 150cc ano 1963
Prop. Valder Rodrigues


150 VBC1T Super
150cc ano 1977
Prop. Ricardo Carneiro


M4
150cc ano 1963
Prop. Sílvio S. L. Villa


M4
150cc ano 1960
Prop. Guilherme Murad


150 VBC1T Super
150cc ano 1977
Prop. Marcos Antonio Morente


M4
 150cc ano 1962
Prop. Sílvio Minimel


M3
 150cc ano 1960
Prop. Janilson Bonini


Vespa
 125cc ano 1954
Prop. Ettore Berardis


M4
 150cc ano 1963
Prop. Paulo Marcelo Bovo
 


M4
 150cc ano 1963
Prop.
Paulo Marcelo Bovo


M3
 150cc ano 1961
Prop. Sergio Horovitz


150 VBC1T Super
 150cc ano 1977
Prop. Sergio Horovitz


M4  Standard
 150cc ano 1962
Prop. Márcio Chimelli


M4  
 150cc ano 1963
Prop.
Paulo Marcelo Bovo


M3
 150cc ano 1962
Prop. Rafael Pereira Alvares


M4  
 150cc ano 1962
Prop. Paulo Marcelo Bovo


M3
 150cc ano 1961
Prop. Halan Ormenesi Filho


M4  
 150cc ano 1963
Prop. Marcos Perassolo


M4  
 150cc ano 1963
Prop.
Paulo Marcelo Bovo


M3  
 150cc ano 1962
Prop. José A. Cavalari


M3  
 150cc ano 1961
Prop. José Manoel Levy-Limeira


M4  
 150cc ano 1963
Prop. Paulo Marcelo Bovo


M3  
 150cc ano 1961
Prop. Leandro Moreno Parra


M3  
 150cc ano 1959
Prop. Edson Azevedo


M4  
 150cc ano 1962
Prop. George Augusto de Lima


M4  
 150cc ano 1961
Prop. Fábio Stefani


Vespacar  
 150cc ano 1961
Prop. Sergio Braune Solon de Pontes


150 VBC1T Super
150cc ano 1975
Prop. Marco Mattoli

M4  
 150cc ano 1963
Prop. Artur Vidal

M4  
 150cc ano 1963
Prop. João Paulo Lopes

Vespa M4
150 cc ano 1963
Prop. Hélcio da Cruz Galo


Vespa M4  
 150cc ano 1963
Prop. Ricardo Lima


M4  
 150cc ano 1962
Prop. William Bescrovaine


150 VBC1T Super
150cc ano 1978
Prop. Alexandre Machado

M4  
 150cc ano 1962
Prop. Amilton Cordeiro

M4  
 150cc ano 1962
Prop.
Kuti

M4  
 150cc ano 1962
Prop.
Andreas Dohle


M3  
 150cc ano 1961
Prop.
Denis Corrêa


M4  
 150cc ano 1961
Prop.
Jayme Saraiva


M4  
 150cc ano 1962
Prop.
Adair Ludwig

M4  
 150cc ano 1962
Prop.
Michel Felipe

M3
 150cc ano 1960
Prop. Manue
l Inacio

M4  
 150cc ano 1960
Prop.
Ivan Bornes


150 VBC1T Super
150cc ano 1
978
Prop. Jayme Saraiva



Coloque aqui sua Vespa

 



Coloque aqui sua Vespa

 


M4  
 150cc ano 1963
Prop.
Leo Heck



Coloque aqui sua Vespa

 



Coloque aqui sua Vespa

 



Coloque aqui sua Vespa

  HISTÓRIA DA FÁBRICA VESPA

Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, Enrico Piaggio presidia a empresa de fornecimento de pecas para o setor aeronáutico fundada por seu pai. Era tempo de Europa destruída física e financeiramente. A fábrica da Piaggio encontrava-se em ruínas, mas isso não intimidou Enrico, que resolveu partir em busca de um novo tipo de veículo, capaz de suprir a necessidade de locomoção básica da população. Deveria ser barato, funcional, econômico, robusto e, claro, charmoso e elegante. Além disso, deveria também ser fácil de pilotar por mulheres, não sujar as roupas do condutor e ainda levar um passageiro. Foi batizado com o nome de um inseto, em alusão ao ronco de seu motor dois-tempos com ventoinha de arrefecimento: Vespa

Na fábrica semi-destruída encontravam-se centenas de rodas de trem de pouso de bombardeiros (da bequilha, na extremidade traseira) e grande número de pequenos motores multiuso para lançamento destes aviões. 

Baseando-se no scooter (literalmente patinetes infantis) norte-americano Cushmann modelo 53 que foi jogado de pára-quedas na Europa durante a ocupação aliada, Enrico encomendou aos engenheiros Spolti e Casini um primeiro projeto denominado MP5, mais tarde rebatizado de Paperino (Pato Donald em italiano), lançado em 1945. O Paperino teve produzidas menos de 100 unidades e utilizava um motor de 2 tempos Sachs alemão de 98 cc colocado entre as pernas do piloto, com transmissão por corrente e 2 marchas.

                                             

Porém o Paperino não satisfez às expectativas de Enrico Piaggio e este encomendou a Corradino D'Ascanio (1891-1981), brilhante engenheiro aeronáutico que estava na Piaggio desde 1934, um novo projeto batizado de MP6. Foram investigados os maiores inconvenientes que uma motocicleta causava ao seus proprietários: pneus furados e correntes frágeis.

Um estepe resolveria em definitivo o problema de ficar no caminho por causa de um furo em pneu. O garfo dianteiro prendendo a roda em apenas um lado facilitaria a troca do pneu, o mesmo acontecendo com a roda traseira, presa diretamente ao conjunto câmbio-motor, um dois-tempos que seria uma peça única, compacta e dispensaria corrente de transmissão. Esta disposição do motor, porém, fazia com que cerca de 70% do peso da motoneta estivesse concentrado do lado direito, gerando instabilidade. Para corrigir a tendência de puxar para a direita (principalmente ao tirar as mãos do guidão), a roda dianteira ficava 8 mm à esquerda do eixo de direção, de modo a gerar torque oposto ao ocasionado pelo centro de gravidade deslocado. Mesmo assim a Vespa padecia de um desequilíbrio inerente. Atingindo um obstáculo na pista, como uma ondulação no asfalto, a tendência era decolar "torta", de difícil controle. 

O motor montado junto à roda traseira dispensava  a corrente de transmissão  


Ainda num toque de engenhosidade, os aros das rodas (de apenas 8 pol de diâmetro) eram constituídos de dois discos aparafusados entre si, o que facilitaria a desmontagem do pneu para conserto.

Finalmente em abril de 1946 é apresentado ao público o modelo V98 com motor Piaggio de 2 tempos, monocilíndrico horizontal com 50mm de diâmetro e 50mm de curso que proporcionava 3,2HP a 4.500 rpm com caixa de 3 marchas. Foram produzidas neste mesmo ao 2.484 unidades da V98, um sucesso de vendas. Este modelo ficou em produção por 2 anos alcançando a cifra de 10.535 unidades fabricadas. Curiosamente, embora tenha sido tentado pintar as primeiras unidades de cores diversas, em pouco tempo de adoto o cinza metalizado como cor única. Uma característica deste primeiro modelo é que ele não tinha cavalete central.
                                                                           

Em 1948 saiu a primeira Vespa de 125 cc com 4,7 hp. Não foi somente a capacidade de força do motor que ficou diferente, mas também a introdução das suspensões traseira e dianteira  modificadas em seu projeto, o assoalho em lugar das duas placas de apoio para os pés. Também eram adotados suspensão na roda traseira, mudança definitiva da suspensão dianteira para o lado direito e pequenas alterações na "carroceria" tais como a introdução de um bagageiro que poderia acomodar um banco para o garupa. A velocidade máxima chegava a 70 km/h.  No ano da sua introdução foram produzidas 19.882 unidades deste modelo que protagonizou o começo de uma época de auge e expansão dos scooters.


1948 125cc

 

Em 1954 já temos registro no Brasil de modelos 125cc importados da Itália, em bom estado de funcionamento até os dias de hoje.

 

O calendário de 1951 e a propaganda de 1958 representam bem o espírito de liberdade e prazer na promoção de vendas da Vespa.
                                                                    


A Vespa é reconhecida como um dos marcos do design de veículos de 2 rodas e assim  tem um exemplar no Museu de Arte Moderna de New York, como exemplo da criatividade industrial italiana do século XX. Até os dias de hoje a Piaggio produziu mais de 15 milhões de Vespas.

A Vespa No Brasil 

A Vespa foi montada no Brasil a partir de 1958 pela Panauto, com escritório na Av.Presidente Vargas, 463 - 21o andar e fábrica na Av. Antares, 2346 em Santa Cruz, ambos endereços no Rio de Janeiro. Era uma licenciada da Piaggio Italiana e a inauguração da fábrica coincidiu com a moda mundial da motoneta ( scooter ), na década de 50.

O primeiro modelo lançado pela Panauto foi o M3 de 3 marchas, equivalente ao VB1T  na Itália, na cor cinza opalescente e azul metálico (esmalte metalizado azul 15088 e 15089).

  vespa joao_small.jpg (1655 bytes)      
     

Em 1960 saiu o modelo M4 com 4 marchas, com a mesma mecânica da M3 mas utilizando peças de câmbio do modelo VBB1T italiano.  Visualmente era igual a M3, com pequenas diferenças tais como a lanterna traseira mudada para o modelo "nariz do papa" e a "crista de galo" do para lama frontal mais baixa..


  

O Vespacar, lançado em 1960, que foi muito utilizado para pequenas entregas e comércio de cachorro quente. Na Av. Atlântica no Rio de Janeiro eram proibidos os quiosques e uma forma de colocar a venda os produtos era todos os dias estacionar os Vespacar vendendo cachorro quente e refrigerantes.


Esta propaganda na revista Quatro Rodas de junho de 1963  mostra o modelo furgão.
                                                                   

Na época, a paixão pela Vespa era tanta que o Zé Gotinha da Esso passeava em uma na propaganda do oleo 2T.
                                                                           

A Panauto fechou em1964.

Em 1971 se registra no Brasil a presença do ciclomotor Piaggio Boxer 2 
                                                                                               

A Vespa foi montada no Brasil pela segunda vez entre 1974 a 1983 em 4 modelos: 50cc, 125cc Primavera, 150 VBC1T Super e Rally 200,  pela Barra Forte Ind. e Comércio Ltda. situada em Manaus. 
   
                            _________________ 150 VBC1T Super __________________

 

Pela terceira  vez a Vespa voltou a ser montada no Brasil pela Motovespa, uma associação entre a italiana Piaggio (45%) e as brasileiras Caloi (45%) e B. Forte (10%). De 1985 a 1986 eram somente montadas no Brasil, de 1986 a 1990 eram realmente fabricadas em Manaus com índice de até 90% de nacionalização. Foram produzindo o modelo PX de 200 cc nas versões Standard E sem borracha de proteção nas laterais nem no paralama dianteiro e sem flash de luz alta; a GT com flash de luz alta, bateria e partida elétrica opcional. A top de linha era a ES EleStart com todos os opcionais. Logo no seu primeiro ano, embalada pelo Plano Cruzado, a Vespa conseguiu suplantar a Honda CG 125 do posto de veículo de duas rodas mais vendido do mercado. A empresa conseguiu produzir a média de 2,5 mil unidades por mês, 50% acima da meta inicial.

                                                               

A Motovespa chegou a ter 300 funcionários na fábrica de Manaus e rede de 140 revendas espalhadas pelo País. A partir de 1987, porém, as vendas começaram a cair e a empresa passou a ter problemas de administração. Nessa época, a Caloi abandonou a sociedade e o controle acionário passou por várias alterações. A produção nunca mais se normalizou e, em 1990, as atividades se encerraram definitivamente no País.

A Vespa voltou ao Brasil no ano 1994 até 2000 , com o modelo 150 Originale, importado da India pela Brandy, empresa de Ribeirão Preto que representa a Piaggio no País.
Desde 2004 o representante oficial da PIAGGIO no Brasil é a PVGA , que importa e vende os modelos Vespa e Piaggio

 

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