
Preservar as Motocicletas Victoria, Mantendo e Difundindo sua Cultura.
Uma das pioneiras entre as indústrias motociclísticas alemãs, instalou-se em Nuremberg em 1899, cidade esta que viria a se tornar um dos maiores centros da indústria motociclística mundial, pois lá também se instalaram a Ardie, a TWN, a Zündapp e outras.
A Victoria foi fundada por Max Frankenberger e Max Ottenstein e nos primeiros anos utilizou motores alemães “Zedel”, “Fafnir” e outros para montar suas motos. Depois de 1920 também utilizou motores BMW e a partir de 1923 utilizava motores próprios.
O primeiro modelo de sucesso da marca foi equipado com motor BMW, com dois cilindros opostos tipo boxer e transmissão da roda traseira por corrente.
Em 1926 a Victoria quebrou o
recorde alemão de velocidade máxima alcançando a amrca de 164km/h com uma
moto de 500cc, 2 cilindros e compressor. A partir de 1928 montou motores Sturney-Archer
sob licença da fábrica inglesa e motores Columbus da alemã Horex .
A gama de modelos
aumentou muito nos anos 30 com várias cilindradas e modelos com motores de 2
tempos ou 4 tempos, quadros
tubulares ou estampados e até alguns modelos
de quadro estampado que vinham com o motor completamente encapado.

-----------------KR 15 N---------------
KR 10
A exemplo de outros
fabricantes alemães, a Victoria atingiu o auge justamente antes da II grande
guerra mundial e a concorrência era grande com a NSU e a DKW.
Um dos únicos modelos
Victoria usado pelas forças armadas durante a guerra foi a KR 35 , monocilíndrica
4 tempos com 350cc (motor Columbus).
Após a guerra a fábrica
ressurgiu timidamente com um pequeno motor de 38cc que podia ser adaptado em
bicicletas. Em seguida retomou lentamente a produção de modelos de antes da
guerra com alguns pequenos melhoramentos. A KR 25 HM com motor 2 tempos de 250cc
lançada em 1951 é
um exemplo.

Em 1953 KR 25 HM se transformou na bela KR 26 N, uma das motos mais admiradas da época.
Um dos
modelos mais conhecidos foi a "KR 35 Bergmeister" bicilíndrica de
350cc, 4 tempos em "V" e transmissão por cardan, lançada na década
de 50. Esta 350cc e a 250cc deram muitos títulos à marca em várias
modalidades de competições.
A Victoria fazia boas
motos, porém não conseguia concorrer em preços com as rivais. Por esta razão
no final dos anos 50 concentrou-se
em ciclomotores, motos leves e motonetas.
Em 1958 foi absorvida
pelo grupo DKW e em 1966 passou ao controle da Fichtel e da Sachs.
Para o Brasil vieram
alguns modelos que se tornaram raros. Atualmente existe na Alemanha um clube da
marca com 400 sócios e 800 motos cadastradas.
Nota: Agradecimentos ao Allan Jurk pela colaboração da não menos rara história da Victoria.
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