Yamaha

Preservar as Motocicletas Yamaha,  Mantendo e Difundindo sua Cultura

As motocicletas Yamaha da nossa Galeria de Colecionadores:


Mini Enduro
FT1 50cc ano 1971
Prop.
 Bernardo Britto Pereira


GT80
 80cc ano 1975
Prop.: Bernardo Britto Pereira


RD 350 B 
350cc ano 1976
Prop.: Marcelo Figueiredo


RD50

50cc ano 1975
Prop.
Bernardo Britto Pereira


RD350 A
350cc ano 1974
Prop.: Paulo Rafael Castro Santos


TX
650cc ano 1974

Prop. Silvestre Zangiski


DT 125
125cc ano 1973
Prop.
Bernardo Britto Pereira


TX
650cc ano 1973
Prop. José Luiz Jensen


RD 250 
250cc ano 1976
Prop. Marcio Chimelli


Y-A7 
125cc ano 1964
Prop, Flavio Abbud


RD350 A 
350cc ano 1975
Prop. Elias R. Montalvão


RD350 A 
350cc ano 1974
Prop.: Alexandre Dantas


LS3 
10
0cc ano 1976
Prop.:


Mini Enduro 
FT1 50cc ano 1972
Prop.
Flavio Abbud


RD350 A 
350cc ano 1973
Prop. Fábio Pinto e Silva


RD50

50cc ano 1975
Prop. Ricardo Carneiro


XT500
500cc ano 1977
Prop. David Esberard


RD 350 A 
350cc ano 1975
Prop. Vitório Basso


DT 250 
250cc ano 1975
Prop. Olivy


LT2 
100cc ano 1972
Prop.
Gian Carlo


RD50

50cc ano 1975
Prop.
 Gian Carlo


YB 50

50cc ano 1974
Prop. Guaraci Silva


RS
125z
125cc ano 1974
Prop. Filipe Gonçalves


YB 50

50cc ano 1973
Prop.: Luis Henrique Cebrian Peres


Fazen
deira
100cc ano 1975
Prop. Paulo Marcelo Bovo


CS3E 200
200cc ano 1971
Prop.: Gilmar Dal´Acqua


TX 650
650cc ano 1974
Prop. Daniel R. Duran


DT 125
125cc ano 1974
Prop.:
Victor Rossigneux


RD200

200cc ano 1974
Prop.: Christian Aurelio Fuga


TX 500
500cc ano 1976
Prop. Silmar Lima


GT50

50cc ano 1974
Prop. Ricardo Carneiro


RD400

400cc ano 1977
Prop. Carlos Antonio Borgli Brandão


RD50

50cc ano 1975
Prop. Walter Loss


F5B
50cc ano 1972
Prop. Guaraci Silva


F5A
50cc ano 1972
Prop.
Bernardo Britto Pereira


RD50

50cc ano 1976
Prop. Rodrigo Araújo Monteiro


AS3

125cc ano 1972
Prop. Herbert Busse Rodrigues


RD 350 A 
350cc ano 1975
Prop. Angelo Quaggio


RD 250 
250cc ano 1973
Prop. Marcelo Correa Camargo


TX 500
500cc ano 1974
Prop. André Sonnenfeld


Mini Enduro
FT1 50cc ano 1973
Prop. Sérgio Trivellato


YG5T Trailmaster
80cc ano 1968
Prop. Ernesto Trivellato Ristori


RD
75
75cc ano 1977
Prop. Flávio Abbud


Mini Enduro
FT1 50cc ano 1971
Prop.
Ernesto Trivellato Ristori  


GT80
 80cc ano 1973
Prop. Jackson Pereira


TX 650
650cc ano 1974
Prop. Daniel José Galiano


RD75

50cc ano 1976
Prop. Adriano Facchini


RD 350 A 
350cc ano 1974
Prop. Antonio Sérgio Trevisan


RX 125 
125cc ano 1981
Prop. Rene Daniel de Melo Rosa


GT80
 80cc ano 1975
Prop.
Rubens Weg


GT80
 80cc ano 1974
Prop. Paulo Alves Pereira Junior


RD75

50cc ano 1976
Prop.:


RX80
80cc ano 1981
Prop.: Antonio Andrade


F5S
 50cc ano 1970

Prop.: Paulo Richter Mussi 


RS125
125cc ano 1978
Prop.: Paulo Eduardo Budri


RD50
50cc ano 1976
Prop.: Walter Loss


XS 1100
ano 1982
Prop.: Hebert Campofiorito
 
RD 350 B 
350cc ano 1974
Prop. Ricardo Simões


RD400
400cc 1978
Prop.: Paulo A.Pereira Jr

RS125
125cc ano 1979
Prop.: Cassiano Calligaris

  HISTÓRIA DA FÁBRICA DE MOTOCICLETAS YAMAHA

Em 1955 foi fundada a Yamaha Motor Co. Ltd.  no Japão e entrava em produção a YA1 de 125 cc monocilíndrica de dois tempos, utilizando-se das máquinas na fabricação de peças de aviões. A YA1  foi baseado no modelo 2 tempos de maior sucesso de vendas mundial até a data, a DKW RT125. O Y era de Yamaha e o A e 1 eram uma alusão a primeira moto. Ficou conhecida como "Aka-tombo" ou “Dragão Vermelho”. Ficou em produção até 1956 e já começou ganhando a corrida da subida do Monte Fuji, dentro do espírito de desafio que até hoje norteia o grupo.


O modelo seguinte trazia a novidade dos dois cilindros, a YD1 lançada em 1957.  Com motor bicilíndrico, dois tempos de 250 cc, potência máxima de 14,5cv a 6000rpm também foi baseada em um modelo DKW, a RT175. As YD1 foram utilizadas com sucesso em competições.

A Yamaha ficou famosa com essa fórmula de 2 tempos x 2 cilindros e a propaganda abaixo mostra a árvore de modelos que se seguiram a YD1.

A  YDS1  foi lançada também em 1957 com o mesmo diâmetro e curso dos pistões da YD1, mesma cilindrada, mas com potência elevada para 20 cv a 7500 rpm.

 

Em 1957 no Japão iniciou-se o projeto para a criação de uma moto especificamente para competições: nasceu a RD48. Esta moto começou a competir no Mundial de Velocidade de 1961. Nessa época o R significava Racing e o D a cilindrada de 250cc, embora a RD48 tivesse 246 cc.  Em 1962 nascia a RD56  com 249 cc e câmbio de 6 marchas. Estas motos competiam com as melhores do mundo.

Entre 1962 e 1964 nas corridas categoria estreantes,  a Yamaha TD1 fazia sucesso (o T seria uma referência a famosa Tourist Trophy que ocorre desde 1907 na Ilha de Man na Grã-Bretanha). Com 246cc, cilindros de alumínio e potência máxima de 32 CV a 8500 rpm, a TD1 gerou uma linha de motos de passeio, a YDS2. Nessa época havia uma clara divisão entre 3 séries: linha YDS destinada ao uso passeio por ser mais comportada; a linha TD esportiva de série e; a linha RD utilizada exclusivamente em competições.

1963 É lançada a linha YF de 50cc e a linha YG de 80cc com diversos modelos de 2 tempos.
                                                               
                                                                      YG5T 1968

Em 1964 surgiu a YDS3, primeiro modelo da marca a possuir sistema automático de lubrificação "autolube" . 

 
Um dos modelos de maior sucesso da Yamaha foi o Y-A7 de 125cc lançado em 1964 e que ficou em linha até 1973.
                                                                 
                                                                   Yamaha Y-A7 1964

Até 1968 a linha TD1 continuou sempre como 250cc com a TD1 B e a TD1 C. 

  TD1C 1967

Em 1969 surgiu a Yamaha TD2 – primeira motocicleta de série a vencer um GP, tornando-se campeã mundial de 250cc em 1971. Surgiu também a R3 de passeio de 350cc, mais pesada  e de curso mais longo que o modelo R5 lançado no  ano seguinte. 
                                                                  
                                                                       R3 1969

O Lançamento da Linha DT
No ano de 1967 a Yamaha começa uma pequena revolução: foi o primeiro fabricante japonês a acreditar no mercado para uma motocicleta mista "verde" que tanto andasse em  trilhas como nas estradas; o conceito da motocicleta de trail, suportado pelo sucesso que os rallies no deserto faziam na década de 60. A propaganda abaixo leva a crer que essas motos foram destinadas ao mercado norte-americano onde a 250cc teve sucesso instantâneo com mais de 8000 exemplares vendidos em 2 meses após seu lançamento. 

                                                                           

Foi lançado inicialmente o modelo DT1 de 250cc em 1967. Em 1969 saiu a versão de123cc com o nome de AT1, e poucos meses depois um modelo  E  (Electric) de partida elétrica que trocava o volante magnético de 6V pelo sistema Dynastart de 12V. A versão AT2 seguiu-se em 1971 com sistema de admissão "torque induction" e grafismo diferente. O AT3 de 1972 mudava somente o grafismo do tanque. Em 1973 por motivos mercadológicos se mudou o nome da 125 de AT para DT e foi lançado o modelo DT360 com 30hp (dura de pedalar e com descompressor). Em 1975 saia o modelo mais possante DT400.  As versões DTMX mono-choque de 125cc saíram em 1977, com o quadro inspirado nos modelos de cross. Finalmente em 1982 foram lançadas as DT125LC refrigeradas a água que ficaram em linha até 1993. 

Foi esta linha que permitiu a Yamaha superar a Honda em vendas  na Europa no ano de 1979.

No Brasil os modelos Trail foram importados com muito sucesso a partir  de 1972.

                                                     
                                                   DTE 125 19        DT125 1974        DT250 1975   

Nessa época o Edgar Soares representava a fábrica Yamaha com sua loja na rua Barão de Limeira em São Paulo. A primeira importadora independente dos modelos Yamaha foi a "Motorsport", situada na Lapa, Bairro Paulistano/SP, até 1970, quando a Yamaha Motor do Brasil começou suas atividades como importadora. Foram importadas pelas 2 empresas, independentemente, os seguintes modelos todos 2 tempos:  V50(E) 50cc cub monocilíndrica, F5 50cc street monocilíndrica, GI(F) 80cc street monocilíndrica, Y-L1(E) 100cc street bicilíndrica, Y-A7(E) 125cc street monocilíndrica, Y-AS1 125cc street bicilindrica, Y-CS2E 180cc street bicilindrica, Y-DS3(E) 250cc street bicilindrica, Y-R3 350cc street bicilindrica, R3 street bicilindrica.
As siglas utilizadas pela Yamaha significavam,  por exemplo a YDS3E:
Y = Yamaha
D = 250cc (cilindrada) (*)
S = Street (**)
3 = numero sequencial de upgrades do projeto (às vezes com
sub-divisões A,B,C,..., ficando: 3A,3B,3C,...)
E = partida elétrica (***)

(*) F = 50cc
G = 80cc
L = 100cc
A = 125cc
C = 175cc/180cc/200cc
D = 250cc
R = 350cc

(**) S = Street
T = Trail

( * * * ) E = Partida elétrica
F = Partida mecânica

 

Foi em 1970 que apareceu a primeira Yamaha de série para competições com cilindrada de 350cc. Era a TR2 que não se chamou TR1 pois a Triumph inglesa já tinha um modelo com essa sigla. Com a cilindrada de 250cc foi lançada em 1971 a TD3 evolução da TD2.
        TR2

Posteriormente as TD de 250 cc e as TR de 350cc foram unificadas com o nascimento das Yamaha TZ250 e TZ350  com refrigeração líquida, motos que foram várias vezes campeões mundiais entre 1973 e 1975. No nosso grupo temos o Ubiratan Rios (Bira) tri-campeão brasileiro com a TZ (1975/1976/1977) , que até hoje possui um modelo de 250cc. Inicialmente as TZ vinham com amortecedores duplos na balança traseira e freio a tambor refrigerado. Posteriormente adotou o freio a disco e o monochoque.
                                                                    
                                                                          "Bira" com TZ 250cc


A Yamaha se instala no Brasil como importadora  em 1970 e começa a introduzir diversos novos modelos no Brasil incluindo a F5A de 50cc. Em 1971 começam a ser vendidos os modelo LS2 e o LT2, ambos com 100cc, a AS3 de 125cc e a CS3 com 200cc. Lançada a posteriormente, os modelos YB50 e F5B de 50cc também foram muito vendidos.  Em 1974 o LS2 foi substituído pela versão LS3 que junto com a 125cc RS125z tiveram bastante aceitação no Brasil.
           
   
                      LT2 1971               CS3 200 1971            LS3 1976                 YB50 1973              YB50 1974           RS125z 1974       
                                                    
                                                                                 F5A 1971                 F5B 1972                       AS3 1972             F5S 1972

Em 1973 chegam as primeiras motos de média cilindrada da famosa linha XS  posteriormente denominada TX  em 500cc, 650 e 750cc. Pouco a pouco a Yamaha ia desenvolvendo um projeto mais ambicioso, que previa a construção de uma fábrica localizada em Guarulhos, SP, nas margens da Rodovia Presidente Dutra que liga o Rio a São Paulo. 
                       
                                                     ____________TX650____________                                                       _______TX500_____
      

Em 1975 a Yamaha introduz o primeiro modelo monocilíndrico de grande cilindrada japonês para trail a XT500. Inicialmente destinado ao mercado dos EUA imediatamente ganha adeptos em todo mundo, principalmente após seus sucessos em rally nos desertos (Paris Dakar e outros). Este motor teve um modelo street lançado simultaneamente, o SR.

A LINHA MINI ENDURO

Existem 3 modelos Yamaha que são chamados de Mini Enduro. A primeira a ser fabricada em 1971 foi a verdadeira mini enduro com motor de válvula rotativa e carburador embutido. Existiam dois modelos, um de 49cc que a identificação do modelo é FT1. Este foi o modelo vindo do Japão e comercializado pela Yamaha no Brasil. 

                                  
                                      ______FT1 1971_______                    FT1 1972                  FT1 1972                  GT 50 1974

O outro é o JT1 que é o modelo que foi exportado do Japão para os EUA com motor de 60cc, e outras pequenas diferenças como paralama dianteiro alto, ausência de piscas e velocímetro em milhas.  (Na época a Yamaha identificava o modelo por letras de acordo com a capacidade do motor cc.) Então: F era 50, J era 60, H era 90, A era 125, C era 175, D era 250, R era 360, etc. A Yamaha fabricou estes dois modelos (FT1 e JT1) em 1971 e 1972. 

A partir de 1973 a Mini Enduro foi substituída pela GT50 e GT80, já com motor com torque induction igual ao da RD50. Por serem muito semelhantes em tamanho e aparência às FT1, os modelos GT também ficaram conhecidos como mini enduro.
                                                                 

                                                                                                               GT 80

Para identificação objetiva de cada modelo pode-se verificar se a moto tem válvula rotativa e carburador interno (FT1) ou torque induction e carburador externo (GT50 e GT80).

A LINHA RD

Entre 1970 e 1973 foram fabricados no Japão dois modelos muito popular em todo o mundo:  a DS7 e a R5,  esta última muito conhecida no Brasil no inicio da década de 70. A R5 tinha motor de alumínio de 349 cc, cinco janelas de transferência, 5 marchas e ganhou em 1972 freio a disco dianteiro na versão R5 C  . A  Yamaha DS7 e a R5 foram os projetos utilizados no desenvolvimento da RD350 . Os modelos R5 foram montados nas seguintes versões: 1970 (R5 A), 1971 (R5 B) e 1972 (R5 C). 
                                                                               
                                                                                    DS7                   R5 1971

Em 1973 Da união destas duas motos (DS7 e R5) nasceu a linha RD com os modelos 90, 125, 200, 250 e 350cc.  A RD350 conquistou em muito o entusiasmo e a admiração dos brasileiros.

    RD350A  1973                               -------------- --------------RD350 A 1974---------------------------                             _________
RD350 A 1975_________              RD350 B
                                                                       
 
                                                                               RD250 A 1976              RD250 B 1976                  RD200 1974

A RD350 AC (air cooled) ficou conhecida no Brasil como “Viúva Negra” em função dos resultados perversos causados pela combinação de muita potência e pouco peso e pequena estrutura.

A RD350 foi lançada nas cores "candy red" e "Racing Green", a 250 saiu com as cores "butterfly blue e "gold dust", a RD200 com as cores "gold" e "blue" e a RD125 "blue", a RD350 B com "Rubi Red" e "Portuguese Orange".

As diferenças entre a R5 e a RD350 (fora o grafismo) são:
-a diferença visual do motor está na entrada de ar/combustível no cilindro, sendo que na rd existem as palhetas do torque induction e na r5 não tem as palhetas.
- o acabamento das tampas do motor são diferentes sendo: a estampa do logotipo Yamaha na R5 é polido e na RD é uma placa de alumínio fosfatizada.

Em 1976 nascia a RD350 B com  cilindro com sete janelas de transferência, 6 marchas e a nova válvula de palhetas no coletor de admissão, ficando em linha de fabricação até 1978 quando foi substituída definitivamente pela RD 400 no mesmo ano. Enquanto isto a TZ ganhava suspensão traseira mono-amortecida, que mais tarde seria aproveitada na RD350 LC de 1980.

A RD400 que ficou em produção de 1976 a 1979,  é uma versão com pistão de curso maior (64x62mm) que o da 350 (64x54mm). Alem disse foram suprimidas as faixas do bloco do motor e embora as rodas raiadas fossem o standard quase todas saíram com a roda de liga de magnésio opcional. Foi introduzido neste modelo o disco de freio traseiro. Em 1976 ela saiu sem banco rabeta,  em 1977 foi introduzido o banco rabeta e em 1978 foi incluida a ignição eletronica, novos freios  e o chassis foi remodelado para ser igual ao da RD 400 DAYTONA.

A FÁBRICA NO BRASIL

Em 1975 é oficialmente inaugurada a fábrica da Yamaha do Brasil,  na Rodovia Presidente Dutra em São Paulo, com o lançamento da RD 50, a "cinquentinha", a primeira Yamaha feita no Brasil, que a aprtir do final de 1976 ganhou um grafismo mais esportivo.
                           
                          RD50 1975                        RD50 1975                     RD50 1975                      __________RD50 1976_________

Em 1976 a Yamaha do Brasil  lança no mercado brasileiro a RD 75, monocilíndrica, de dois tempos, refrigerada a ar, logo após o governo brasileiro suspender as importações (Comunicado 574 da Carteira de Comércio Exterior-Cacex) de qualquer tipo de veículos. 
                                                     
                                                                              ----- RD75--------

A partir de 1977, os lançamentos da fábrica da Yamaha do Brasil vão se sucedendo com a RS125 e em 1978 com a   RX125 de 5 marchas e a TT125 em 1979, máquina leve, com curso das suspensões maiores e com "cara" de trail. Também em 1979 a RX80 substitui a RD75 e são lançadas as RX180 nas versões Custom e Avant. 
                                                  
 
                                                           RX125            TT125                 RX80                                RS125

Em 1979, a RD400 ganhava mais alterações com rodas de liga leve, 40 cv e ignição eletrônica e a versão RD 400 Daytona . Em função da suspensão das importações só podiam circular na Zona Franca de Manaus.. A chegada no mercado da Honda CB400 F definiu uma nova categoria de cilindrada que já havia sido ameaçado antes com a Honda CB450 e a Suzuki GT380. Com o controle de emissão de poluentes os produtores passaram a preferir modelos 4t para atender ao mercado norte americano. Consumo de combustível variável entre 12 a 30 Km/l dependendo da solicitação do piloto.
 

Apesar da evolução para as 400 cc, parece que esta cilindrada não tinha a atração que a 350 exercia. Assim em 1980 nascia a RD350 LC. Esta RD era completamente diferente das anteriores: refrigeração líquida; mono-amortecimento central na roda traseira; potência de 45 cv a 8500 rpm e motor pintado de preto eram as suas características. No mundo inteiro foram conhecidas como RD350 LC e RD250 LC enquanto que no mercado japonês e americano ficaram conhecidas como RZ350 LC  e RZ250 LC.

A primeira verdadeira trail fabricada no mercado pela Yamaha do Brasil foi a DT 180, moto de muito sucesso, equipada com suspensão traseira monochoque do tipo Cantilever, e que recebeu câmbio de seis marchas em 1981. A DT torna-se a rainha do enduro no Brasil, sendo a trail mais homogênea e que colecionou mais vitórias. Em 1982 a fábrica brasileira lançava a RD-Z 125, estradeira de espírito esportivo, equipada com tanque de combustível de 16 litros, o que lhe conferia uma importante autonomia no tempo de postos de abastecimento fechados. Neste mesmo ano começou a produção no Brasil do modelo RX 125 a álcool com tanque adicional de gasolina para partida a frio que não teve grande sucesso de vendas.

No Japão em 1982 a RD350 LC ganhou o sistema YPVS (Yamaha Power Valve System) potência de 55 cv a 9000 rpm e suspensão traseira monocross, com único amortecedor vertical. No Japão ela ficou ficou conhecida com RZ350 LC. A fábrica brasileira começa a produção do modelo RDZ 125 com tanque de 16 litros. 

Em 1984 a fábrica brasileira lança o modelo de competição da DT 180 batizada de MX. Em 1985 sai da linha de produção a RD 125 nacional.

Em 1986 a fábrica da Yamaha é transferida para Manaus e a RD350 LC começou a ser produzida, ficando em produção até 1989. Teve um sucesso de mercado estrondoso, não só no Brasil como no exterior para onde foi exportada para vários países.Como com seu modelo anterior importado, embora não apresentasse a maior velocidade final, seu comportamento nas curvas deixava as Honda 750 "no chinelo". Com desempenho agressivo, faz de 0 a 100k em 5.3 segundos e a 100k por hora consumindo 15,6litro/km com  152 quilos.

Considerada uma moto de média cilindrada, tem motor dois tempos refrigeração líquida. Possui dois cilindros montados  paralelos em linha, montados transversalmente no quadro. Os pistões trabalham alternadamente anulando as vibrações do movimento. Com motor de 347cc, desenvolve uma potência de 55 CV a 9000rpm e um torque de 4,74kgf a 8500rpm. Utiliza o sistema eletrônico YPVS ( Yamaha Power Valve System) – uma válvula que regula a janela do escape dos cilindros, aumentando o torque disponível em baixas rotações.

 O seu quadro é tubular de berço duplo com motor fixado ortonalmente sobre coxins de borracha. A suspensão traseira é de mono-amortecimento. Possuí 3 discos de freios de acionamento hidráulico.

 

Motos Antigas agradece a colaboração dos "rdzeiros" na elaboração desta página

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