ZÜNDAPP

Preservar as Motocicletas Zündapp, Mantendo e Difundindo sua Cultura
As motocicletas Zündapp da nossa Galeria de Colecionadores:
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HISTÓRIA DA FÁBRICA DE MOTOCICLETAS ZÜNDAPP

Eng. Fritz Neumeyer fundador da Zündap
19l7 – É fundada dia 17/09/1917 em Nuremberg a firma sob o nome Zünder und Apparatebau-Geselschaft mbH Nuremberg (aparatos para ignição de explosivos – minas e granadas) pelo empresário Eng. Fritz Neumeyer. Do início até o final da 1ª Guerra Mundial em 1918 a firma produziu espoletas de minas para a Administração do Exército alemão. O nome Zündapp é um acoplamento da palavra Zünden (detonar) com apparatus.
1920 – O industrial Neumeyer teve a idéia de experimentar construir motocicletas. Encontrou na Inglaterra e passou a comercializar uma pequena Levis dois tempos com 211 cm3 de capacidade volumétrica, com 3 marchas, a qual era produzida na Inglaterra desde 1913. Possuia força de 2,25 hp e segurança, atingindo velocidade máxima de 57 km/h. A Levis era, ao lado da Scott da Inglaterra, os pioneiros das máquinas de 2 tempos. As Levis 250 cm³, obtiveram diversas vitórias na classe Tourist Trophy na categoria de motos esporte.
1921 – Com a experiência adquirida com a Levis, a Zündapp lança no
outono a 1ª motocicleta Zündapp, o modelo Z 22 com suspensão dianteira Druid
com amortecimento, três canais na admissão 2 tempos, monocilíndrica e pistão
com nariz para evitar saída de gases de admissão pelo escape. Nessas
condições ela fornecia 2,25 hp. Tinha transmissão traseira de correia de
cunhas (pequenos pedaços de correia entrelaçados elo a elo) em um aro com
canal em "V" na roda traseira. Freio tipo de bicicleta na roda
dianteira travando contra o pneu (Felgenbrense), e freio traseiro contra o aro
(Klotzbrense). Não tinha caixa de marchas nem pedal de partida . O tanque tinha
2 reservatórios, um para óleo com 1,5 litros com bomba de lubrificação
manual e outro para 6 litros de gasolina. Tinha um consumo de 40km/l.
Logo em seguida foi introduzido um outro modelo equivalente ao Z 22, porém com 2 marchas, a G 22 de 237 cm³. O engenheiro e industrial proeminente Dr. Fritz Neumayer (engº diplomado e doutorado), observou "naqueles tempos difíceis para a Alemanha do pós guerra, adquirir um automóvel somente era possível para pessoas com alto poder aquisitivo". Segundo ele, o mercado para motocicletas estava crescendo mais do que cogumelos após uma chuva quente de verão!
1922 – O modelo G 22 com a propaganda "Motorrad für Jedermann" (motocicleta popular) é vendido em toda a Alemanha. A produção atinge 1.000 máquinas em outubro do mesmo ano, apontando para uma curva de crescimento vertical da vendas.
1923 – Lançada a Z 249 com 249cm³ 2,75hp e velocidade máxima 70km/h.
1924 – Lançadas a K 249 e a K 211, ambas com 3 marchas, travões de freio internos na traseira, lubrificação do motor automática, pedal de partida e caixa de marchas c/ correntes sistema Zündapp
1925 – Lançado o modelo EM 249 com 4,5hp atingindo 80km/h. Este modelo trouxe uma grande racionalização na linha de produção, propiciando que o segundo grande recorde de vendas fosse atingido com 10.000 unidades de motocicletas.
1928 – Lançada a EM 300 com 300cm³, 8 hp atingindo
100km/h, a Z 200 com 198cm³, 4,5hp atingindo 86km/h e a Z 300 com 298cm³, 9hp
com 105 km/h de velocidade máxima. Os modelos Z foram os primeiros modelos com
pistão de alumínio e com garfo dianteiro e quadro de chapa prensada em perfil.
As motocicletas até 200 cm³ eram livres da carteira de motorista e a Z 200
liderava na Alemanha as vendas desses modelos. Com a construção de uma nova
fábrica, a Zündapp torna-se a mais moderna fábrica do Mundo em produção de
motocicletas.
Z
300
1930 – Lançadas a Rekord 1 e a Rekord 2 com 198cm³, 6hp e com velocidade máxima de 80km/h. Foram os primeiros modelos com ignição por magneto acoplado ao volante. Lançada a S200 de construção idêntica a Rekord porém com freio dianteiro e traseiro com travões internos no tambor e a S300 com molejo dianteiro Gazda para ser utilizada com side-car.
Os primeiros modelos da marca com motor 4 tempos foram introduzidos neste ano: o S500 Touren e o S500, o S 500 Sport e o SS 500, todas com 499cm³. Tinham 18hp e velocidade máxima de 125km/h na versão "normal". Os motores da Sport e da SS tinham 22hp e atingiam 130km/h. Estes modelos de 4 tempos eram monocilíndricos com comando com 4 válvulas na cabeça. O pistão era fornecido pela fábrica inglesa Phyton Rudge.
1931 – A fábrica Zündapp apresenta os planos para a construção de um carro popular "Volkswagen", suplementando a produção de motocicletas em comum acordo com o escritório de projetos construtivos de Ferdinand Porsche, em Stuttgart. Surgiram três modelos/carros de prova com grande semelhança com os besouros VW lançados posteriormente na Alemanha em Wolfsburg em 1947. No começo da fabricação em Wolfsburg, o engenheiro responsável geral pela fabricação do besouro em Wolfsburg, Heinrich Nordhoff comentou: "os carrinhos tinham mais problemas do que pulgas em cachorros de rua!".
1932 – Lançada a S350 com 345cm3, 11hp atingindo 100km/h e iniciada a série B com o modelo B 170 de 169cm³, 4,5hp com velocidade máxima de 75km/h e a B 200 de 198cm³, 6hp e velocidade máxima de 80km/h. A série B tinha mistura do óleo com a gasolina independente e molejo dianteiro Gazda.
1933 – Em setembro de 1933 sai da linha de montagem a centésima
milésima (100.000) motocicleta..É lançado o modelo K 800 de 4 cilindros de
válvulas laterais com transmissão final a cardã, famosa por sua beleza,
segurança, potência elástica em baixas rotações e simplicidade de
manutenção e a K500 de 2 cilindros. A Zündapp vendeu mais de 2500 exemplares
da K-800 em 1936.

K
800
K 500
1935 - É lançada a DB 200, uma evolução da B 200 de 1932.
1936- Lançada a DBK 200 com quadro estampado que ficou em produção e os modelos com 250cc. A serie K tinha quadro estampado.

1938 – A duocentésima milésima (200.000) Zündapp é produzida. A
Zündapp exporta para o mundo inteiro. A firma muda o nome para "Zündapp
Werke GmbH". ( Fábrica Zündapp Companhia com Responsabilidade Limitada
).É lançada a K 600.
1939 – A fábrica constrói seu primeiro avião com 50 hp (50 Pfderd Stark - Cavalo-de-Força). E nos primeiros oito meses coloca 7 novos recordes mundiais.
1941 – Para o esforço de guerra o modelo KS 750 – super-pesada máquina bélica para qualquer terreno com diferencial e carro lateral tracionado (Seitenwagen) com ar quente forçado sobre as mãos e os pés do piloto, para equipagem de três homens e metralhadora ponto 0.30" MG-40 (famosa "Lurdinha" cantora brasileira de embolada, por causa da cadência de tiro extremamente rápida e mortífera) montada no seitenwagen – (side-car) , corre em série. (Essas máquinas têm uma cotação altíssima no mercado atual de motocicletas). Aumenta a produção de motocicletas através da entrada de prisioneiros de guerra de outros países com trabalhadores forçados. Foram produzidas cerca de 18.645 unidades. A Zündapp foi responsável pela produção de 70% dos carros laterais alemães utilizadas na 2ª grande guerra.1945 – Após a ocupação das alas da fábrica em abril de 45 pelo exército norte americano, inicia-se com 170 trabalhadores pagos a construção da fábrica pesadamente danificada. A construção de motocicletas é proibida pelos aliados. A coligação Hipkow e Zündapp inicia a construção de máquinas de moagem de grãos. A Alemanha do pós-guerra passava fome. Quatro milhões de pessoas morreram de fome após o armistício! A primeira máquina moageira é fornecida no inverno de 1945.
1946 – Zündapp decide-se pela produção de máquinas de costura. (O mar não estava para peixes!)
1947 – Inicia no final do ano novamente a produção de motocicletas com o antigo modelo DB 200 (lançado em 1935). No final do ano ainda, são entregues 356 máquinas. 3.500 são entregues no próximo ano. 15.000 em 1949, 28.000 no ano de 1950.
1950 – Em 13 de julho é atingida a produção de 300.000 motocicletas na linha de montagem. A fábrica conta com 2300 trabalhadores e postos de trabalho. Em 11 de setembro é inaugurada a moderna fábrica de Munique com a fabricação de maquinas de costura "Elcona", iniciando-se aí uma nova fase da marca. Na fábrica de Nuremberg sai a KS-601 Grüner Elefant - Elefante Verde, pintura verde claro em série. A KS-601 devido ao seu avançado projeto construtivo, ainda conserva nos dias de hoje, performance, rendimento mecânico e beleza. A máquina é inteiramente roletada, produzindo pouco atrito para o seu próprio auto-movimento. Ela foi melhorada nos anos seguintes, diminuindo o seu peso e aumentando a potência que passou de 28 para 35 cavalos. Seu quadro rígido traseiro com amortecedores verticais em pivot, passou a ter braço oscilante com amortecedores inclinados.
A causa de seu maiores problemas mecânicos foi devido a uma peneira com filtro de lã enrolada em uma mola helicoidal no fundo do cárter. A peneira envolta em uma folha com rebordos não permitia desmontagem. Dizia no manual do proprietário que essa peneira devia ser trocada, impreterivelmente a cada 10.000 km. Os usuários não observavam o manual de operações por não entenderem a língua alemã. Havia também a dificuldade de se remover o cárter com 16 parafusos, para possibilitar o acesso ao filtro. O usuário somente reparava o problema quando a máquina fundia por excesso de obstrução causado por depósitos de carvão e sujidade geral do óleo após mais de 50.000 ou mais quilômetros percorridos. A bomba simplesmente não conseguia mais aspirar o óleo no fundo do cárter. A KS-601 foi a máquina super clássica da Zündapp Werk. Excetuando-se a de quatro cilindros de mancais bronzinados, K-800, a qual não resistiu ao pós-guerra. Os automóveis eram mais baratos do que ela, embora fosse a mais em conta dentre as similares.
1951 – A produção mensal de motocicletas excede 3000 unidades.
Lançado o modelo DB 201 que é uma evolução do DB 200.

DB 201
DB 201
O competente industrial H.F. Neumayer teve sempre por objetivo e ideal fabricar máquinas populares para as camadas de baixo poder aquisitivo, dentre aquelas para os ricos. Havia até carrinhos extremamente leves com motores Moped (conjunção das palavras motor+pedal) para pessoas aleijadas. Podia ser montado em qualquer posição, ou seja: no garfo (na roda dianteira), na caixa de pedal da bicicleta, na roda traseira, com corrente ou com correia. Os pequenos motores eram versáteis e muito confiáveis. Por isso a Zündapp exportou para o mundo todo. Muitos desses motores ainda são encontrados em países do continente Africano rodando.
1952 – Ampliação do programa de máquinas de costura por 4 tipos, bem como, programas móveis para aprendizado de costura com as excelentes máquinas de alta precisão. Preparação para a produção de pequenos motores (Moped-Motoren) do tipo Zündapp-Combimot na fábrica de Munique.
1953 – Em março sai da fábrica de Munique o 1º Moped-Motor. (motoneta com pedal de bicicleta). Em seguida a produção conjunta com a Hercules Werk e Triumph alemã para a produção do quadro da motoneta Combinette .
Na fábrica de Nuremberg iniciava-se o programa da Motorroler Bella
(motoneta) sob licença da Moto Barilla, porém com motor, quadro, suspensão
Zündapp. O primeiro modelo foi o R150 e o último modelo fabricado foi o
R175S em 1964. Foi produzida em diferentes versões de seu motor 2 tempos
monocilíndrico: com 150/175 ou 200cc e 4 marchas.
Bella R153
1955
– Na fábrica de Nuremberg saem os tipos 175 S e 200
S em série. É intensificada a produção de Moped e pequenos motores
(Hilfesmotoren - motores auxiliares) em Munique. Continuação do
desenvolvimento e melhoria do tipo 2 marchas Mopedmotoren. O modelo Bella R 151
passa a ser fornecido com partida elétrica 12V.
200 S
1957
– Chegada da Krise para as indústrias motociclísticas. A Zündapp muda sua
principal atenção para um projeto de automóvel. A produção do "Janus
250" inicia na fábrica Nuremberg. O "Janus" nome de um
deus romano que possuía duas cabeças nuca contra nuca. Significava a posição
com que as pessoas ficavam sentadas, com a finalidade de reduzir o espaço
físico para as pernas. Nesse projeto, com motor central, (nível de ruído
alto) suspensão independente refrigeração a ar, bancos que viravam camas,
cestas para embrulhos no fundo da porta traseira e etc. O carro ganhou a corrida
de trajeto Lüttich-Brescia-Lütich (3300km) como carro de menor cilindrada e
ganhou o mais alto e único prêmio de melhor equipe da Copa dos Construtores.
Esse projeto comprado da Heischel, insolveu financeiramente a Zündapp mais
tarde. Os gastos entre a fase inicial do projeto, fermentaria, secções de
montagem, materiais, etc, tornou-se elevado, arrastando outros setores da
fábrica a se concentrarem e a diluírem forças para dar consecução ao
volumoso projeto . Como conseqüência a fábrica de Nuremberg foi completamente
vendida. Com essas dificuldades adotaram-se medidas mais eficientes para
racionalização dos gastos com a Administração e Produção. Todos se
concentraram na ampliação final da fábrica Munique. A produção das
sofisticadas e já caras KS-601 foi suspensa. Nessa época o povo alemão já
estava dispondo de mais dinheiro e almejava automóveis mais sofisticados. Havia
acabada a era do transporte predominantemente popular e o das potentes
motocicletas pesadas e caras naquela época da crise do petróleo.
A equipe nacional alemã ganha 3 troféus na Corrida Internacional "6 Dias" na Tchecoslováquia com 3 Zündapps. e os tipos 175 S e 250 S, esta última com suspensão dianteira tipo "Earless" que após esse sucesso mudam o nome para "Trophy".
1960 – Seguiu-se como novidade a linha da pequena
"Falconette" inicialmente com 50cc.

KS 50
Falconette
KS 100 Falconette
1961
– Zündapp é a maior produtora de motorizações para duas rodas na
Alemanha e faz um retrospecto festivo pelos seus 40 anos de atividades. Lança o
moderno modelo R-50 na linha de motonetas Bella (fica em linha até 1984).
1964 – Em maio inicia a produção de motorrollern com 49 cm3 de cilindrada.
1965 – Corredores da Zündapp colocam em Monza 6 recordes mundiais. Com 49 cm3, atingem eles por mais de 100 km, a velocidade de 162,002 km/h e por mais de 1000km, 146 km/h. Com isto vem o recorde de 162,609 km/h, por 1 hora e 147,709 km/h por mais de 6 horas e 137,039 km/h por mais de 12 horas. Zündapp coloca um novo modelo leve.
1969
– É lançada a C 50 Super que conserva ainda um aspecto de
utilitário reforçado por seu sistema de refrigeração a turbina e câmbio com
engrenagem e troca de marcha por sistema de engrenagens e esferas rolantes.
1971
- A C 50 Sport entra no mercado com motor refrigerado a ar e
seletor de marcha no pé. Tinha baixa potência (3cv) para não ultrapassar os
45km/h e partida manual.
1972
– É iniciada a construção em série da KS-50 WC refrigerada a água e
com ignição eletrônica. Esta motocicleta apresentava um rendimento semelhante
as 125cc que estavam no mercado com seus 6,5hp e caixa com 5 marchas, podendo
atingir a 100km/h com o piloto abaixado. Além disso apresentava novidades
tecnológicas para a época tal qual ignição eletrônica e refrigeração a
água pelo princípio termo-sifão e não acionado por bomba elétrica. Este
último economizava bastante energia pois dispensava a utilização de bomba
elétrica. Tinha cilindro de liga leve com cromo duro e um quadro de alumínio
fundido dentro do qual se dissimulava um volumoso e eficaz filtro a ar.
1974 - A firma Portuguesa Casal começa a montar motores Zündapp em quadros que se rivalizavam com aqueles de Munich
1976 – Novas motonetas com fundição a pressão e quadro tubular e Automáticas (sem embreagem).
1979 – Revalorização dos Programas após liderança das novas wassergekühlten (refrigeradas a água) KS-175 com 163 cm3, 5 marchas. As 50 cm³, dominam o programa.
1981 – Zündapp resvala em números vermelhos. Negociações em cooperação com a Kreidler e Hércules (Sachs-Gruppe – na Suiça) falham. Novo modelo de série a KS-80 com potência de 8,6 hp.
1983 – As dívidas sobem, enquanto que um grande número de Companheiros de Trabalho é reduzido. Zündapp se engaja pela primeira vez com 78 cm³, mista para utilização em ruas e corridas, a qual com sucesso é conduzida nas mãos do alemão Hubert Abold e o suiço Stefan Dörflinger.
1984
– A última tentativa da Zündapp – a atrativa e estilizada KS 80 Super
Sport. Ela chega neste ano muito tarde. Um modelo brilhante. Porém com a
competição acirrada dos japoneses cujo governo bancava o prejuízo das vendas
de motocicletas leves e econômicas abaixo do preço de custo, as vendas iam
mal. Estava próximo o desmoronamento da Organização Zündapp. Sobre a
pressão de 35 milhões de marcos participa a Zündapp proposta de Concordata,
antes de falir. 730 Companheiros perdem seu trabalho. O parque de máquinas é
vendido para a China e o Museu da Fábrica Zündapp juntamente com o arquivo
passa para o Museu para o Trabalho e Técnica de Berlim. Ganha a marca mundial
de Grand-Prix-Klasse para 80 cm3. Os operários mais jovens e bem treinados são
absorvidos pela fábrica de motocicletas BMW. Os operários restantes amarram
uma fita de luto no hall de entrada da fábrica simbolizando o seu enterro,
após a renúncia pelo Ministro da Indústria e Comércio da Baviera Anton
Jaumann em auxiliar a fábrica, sob pressão da crítica da imprensa.
1985 – Venda da fábrica para os chineses por 15 milhões de marcos incluindo 1200 motocicletas prontas e desmontagem das máquinas-ferramentas até abril, quando 105 trabalhadores chineses limpam as alas da fábrica. O transporte de todo o complexo industrial seguiu em volumosos containers pela estrada de ferro Transiberiana, por mais de 2000 km, até a cidade de Tian Jin distante 120 km ao sul de Pequim.
Os chineses continuaram com a marca e a fabricação
inclusive celebrando contratos de continuidade de transferência de tecnologia
de diversos fornecedores como Bing, Bosch etc. Os alemães ficaram anos em
Iianjin para garantir a qualidade da fabricação.O motivo da compra da
fábrica tem raízes históricas pois quando em 1950 o governo chinês
decidiu começar a fabricação de motocicletas no país, o modelo escolhido
foi a Zundapp K 500, das quais foram fabricadas mais de 5.000 exemplares.
Existem milhares de motos Zündapp fabricadas na China nos modelos K80 e K100,
inclusive no Brasil que importou 150 K100 em 1995, exatamente iguais as
que eram fabricadas na Alemanha.
Em 1999 o Sr. Hommes, que se tornou um expert nas KS750 e R75, comprou de volta a marca Zündapp que hoje é novamente alemã. Esperamos que de daqui a pouco tenhamos outra vez a possibilidade de comprar uma Zündapp alemã.
Concluindo : Assim terminou a fábrica alemã, dentre muitas, tanto inglesas quanto alemãs, austríacas, francesas, norte-americanas. O ideal Zündapp caracterizou-se muito principalmente por haver juntamente com a razão comercial, um razão contraposta social, a qual beneficiava com seus múltiplos projetos a assistência em transporte para as camadas com baixo poder aquisitivo. Havia naquele contexto sócio-econômico, um entrosamento inteligente e fidedigno entre políticos, autoridades, Câmaras de Indústria e de Comércio, concatenando as ações para um bem comum. Baixos impostos. Reversão desses impostos próxima da integralização, (pois há distorções em qualquer lugar do mundo) novamente ao bem comum. Em fim, o país devido às constantes crises e guerras, fazia valer na sua integridade, as "Caixas de Crédito" e "Cooperativas", instituições que, em mãos honestas, levantaram a Alemanha totalmente falida de dois pós-guerra.
Agradecemos aos colegas Glaico Gobbo e Mauro Monastier a elaboração desta monografia.
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